sexta-feira, julho 23, 2004

Exageros


Fui um pouco de exagero o que escrevi no final do último post. Nosso país é por demais complicado, excessivamente dinâmico de modo que propostas de soluções rápidas se tornam impossíveis. Embora sonhar e querer um melhor desenvolvimento seja importante para qualquer um que queria ser progressista. Mas é como é complicado transformar isso em realidade, tentar sozinho que é difícil.

quarta-feira, julho 21, 2004

Hardware vs Software


Esse é um pensamento complexo que já tenho há algum tempo usando um Sistema Operacional não Windows, no caso o OS/2.
Uma análise que tive pela falta de um plugin, no caso o Macromedia Flash7 no Mozilla. Para quem não conhece esse SO, os programas de windows não rodam nativamente no OS/2, da mesma maneira como os programas de Linux apresentam essa mesma característica. Existem adaptações possíveis como irei citar, entretanto para mim seria muito mais desejável um nativo.

Uma versão do Flash7 vazou na internet e foi divulgado em alguns newsgroups. Até então os usuários OS2zeiros tinham que se contentar com a versão antiga, Flash5 oficial. O qual atualmente se encontra muito defasado frente aos sites que já se utilizam do engine do Flash6 ou 7, dificultando a navegação em várias páginas da internet.
Pessoalmente não gosto de visitar páginas que se usam e abusam dos recursos desse plugin, visto que faço uso de hardware antigo ( K6-2 no caso ) e muitos sites com .swf ( que usa o plugin flash ) tem exigido muito da máquina, tomando não raras vezes quase a totalidade de processamento. Aqui entra o segundo nó da minha análise, o hardware.

Não nego a atração que uma página que se utiliza de flash exerce sobre nós. Aquela animação toda, o som, etc. Muitas delas comerciais, e mesmo as governamentais a usam. Isso em si é muito legal e chamativo.
Muitos jogos online se utilizam de flash, ou mesmo seu irmão mais avançado: o Macromedia Director. Felizmente poucos usam esse último, geralmente jogos que usam de recursos 3D e vetorização e de polígonos.
Apesar de tudo isso, para mim o fato desse plugin tomar tamanho processamento indica uma ineficiência grande de aproveitamento dos recursos de máquina. Mesmo que eu saiba que essa é uma característica generalizada nos softwares atuais.
Claro, há os novos recursos e tal, a inovação.

Ficando cada dia mais complexos e complicados de se entender e construir.
Claro que usando das ferramentas da Macromedia, esse processo é praticamente transparente. Embora existam muitos recursos que só possam ser feitos à mão.
A essa altura, muitos poderão discordar de minhas opiniões citadas, especialmente aqueles que lidam mais diretamente com a confecção de webpages. Não sou dessa área, isso que estou fazendo hoje é a primeira parte do que penso, o meu objetivo na realidade é mostrar um outro aspecto da moeda, que ao mesmo tempo é motivo de entrave e possibilidade de avanços aqui no nosso país. Difícil mas possível, um caminho cheio de pedras.

quinta-feira, julho 08, 2004

Gambiarras de minha mãe


Há cerca de duas semanas atrás o espelho do armário de escova de dente do banheiro quebrou. Essa semana fiquei encarregado de fazer a instalação do novo que meu pai comprou.
Desde sexta-feira que eu andava meio esquisito: peguei uma gripe ou algo do gênero fiquei um pouco febril e com bastante náuseas. Há tempos que não ficava assim. Por este motivo que acabei não fazendo o serviço de pedreiro! :-P
Bom, comecei na terça-feira, retirei o antigo, fixado por quatro parafusos. Como esse novo é diferente, não pude aproveitar os mesmos buracos já feitos. Tive que fazer mais dois furos. O primeiro furo, esquerda, foi fácil, sem dificuldade. Agora este segundo, o da direita, a broca não conseguia penetrar além de aprox. 1cm. Eu estava usando uma furadeira antiga, sem 'hammer' ( melhor conhecido como 'furadeira de impacto'). Eu e meu pai chegamos até a ir olhar os preços. Acabamos por desistir. Uma de marca Makita, a que eu queria ter custava R$267,00. Tinha de outras marcas, mais baratas mas não considerei porque nunca fui de comprar ferramenta mais barata, ainda mais uma que tem que durar uma década, pelo menos.
Minha mãe se queixou muito. Aí ela começou com a história que a torna obsessiva: 'ia fazer a mágica dela'. Eu continuava a tentar furar mais fundo, mas nada de avançar com aquela furadeira Bosch Hobby. Destruí o fio de duas brocas de vídia, conhecida popularmente como metal duro. Um material que conheço como cermet.
Bom, voltando à gambi da minha mãe, ela quis aproveitar o furo que consegui fazer, cortou o parafuso que iria l�, apanhou um punhado de super-bonder, embebeu um chumaço de papel e tacou lá. Não sei se vai aguentar com o passar do tempo, mas espero que dure. Pessoalmente preferia que eu tivesse comprado a furadeira de impacto. Mas como minha mãe fez isso, deixa para lá. Pelo menos, se esse parafuso meio 'engastado'(preso) falhar, o outro segura, apesar que o armarinho todo vai pivotar ( rodar ) nele. Bom, só não exagerar no peso suportado.