domingo, outubro 31, 2004

Pendrive - Parte 2


Ontem eu descobri o site do fabricante do produto e baixei drivers e softwares melhores. Instalei o driver mas não fiz teste algum.

Hoje como eu teria que ir a uma escola um pouco longe de casa para ir votar eu pensei em ir escutando MP3 no caminho. Resolvi transferir algumas músicas nele, e tomei um baita susto, as transferências ficaram muito mais rápidas, na hora eu não me recordava de ter instalado o driver, mas depois caiu a ficha e lembrei. Muito bom. Bem que eu estava achando a transferência lerda demais mesmo para um USB1.1. Muito bom.
No momento estou utilizando um computador igualmente lerdo que meu 486. Estou num COMPAQ Presario CDS720 de um amigo meu, conectado a incríveis 14400bps. Traz um pouco de saudades do meu finado modem de mesma velocidade que eu tive, onde aprendi a manusear os comandos AT do padrão Hayes. Uma linguagem de configuração direta para os modens, conhecida apenas pelos malucos dos tempos de BBS para retirar o máximo do modem. Foi um modem vagaba xingling que eu tive, mas veio junto com o manual com um resumo dos comandos AT. Para quem não sabe ainda hoje os modens usam isso, embora cada fabricante adote sintaxes diferentes a seu belprazer. O que eu tenho de cabeça hoje é o da USRobotics, porque tenho três deles. Embora eu tenha banda larga e faça pouco uso de modem discado atualmente.

Senti hoje como os tempos de BBS usando modem 14400, onde em uma hora baixava-se no máximo 4MB, no caso dos 33600, 10MB, algumas vezes mais quando o arquivo permitia compactação com V42bis ou MNP5.
Bons tempos.

sexta-feira, outubro 29, 2004

Pendrive


Até há uns meses atrás eu só fazia uma idéia desse aparelhinho. Mas não fazia idéia de sua utilidade.

Eu estava em uma sala de micros. E observei algo estranho, os usuários teimavam em mexer na parte traseira do micro. Achei estranho a princípio. Detive-me um pouco no que realmente faziam pois sabia que não podia ser problema com cabos uma vez que não observava problema algum neles. Quando vi um deles retirando uma coisa pequena de lá. Imediatamente pensei, bom só podia ser algo ligado às USB, mas o quê? Alguns segundos depois saquei: era pendrive. Se fossem apenas um ou outro que fizessem uso dele eu nem teria notado, mas muitos deles usavam.

Pois é, usar disquete de 1.44MB não tem mais vez nos dias atuais, não cabe "nada" nele. Para mim isso ainda continua sendo uma quantidade astronômica de espaço, entretanto o inchaço atual dos arquivos o tornou impraticável. Cheguei a pensar que os zipdrives da Iomega ou os Superdisk fossem vir a substituí-los, mas o seu alto custo do acionador e da mídia nunca possibilitou sua difusão mais ampla. Muitas empresas e algumas universidades chegaram a adotar o zipdrive. Entretanto não foi adotado pelos usuários domésticos. O CDROM e os CDRWs preencheram parte desse vazio deixados pelos disquetes antigos ( que foi criado há quase 20 anos atrás! para uso no MSX ), mas não é todo computador que está equipado com gravadores para eles. A solução criada foi alguns acionadores de HD e gravadores de CD portáteis que usassem da USB, entretanto carregá-los para todo lado seria um sufoco. Então alguém ou alguma empresa criou os pendrives. Seu tamanho reduzido e sua praticidade deram origem ao seu nome, por lembrar uma caneta. Creio que tivessem inicialmente a capacidade de armazenamento de 16 e 32MB, hoje o mais vendidos possuem 128MB e 256MB. Ainda possuem um custo proibitivo mas espero que isso venha a cair rapidamente a curto prazo. Semelhantes aos primos memorycards, possuem o mesmo princípio de funcionamento, utilizam de um circuito integrado com a memória do tipo FlashROM ou EEPROM. Inclusive existem alguns pendrives que são meros soquetes para os memorycards, cuja difusão começou se eu não estiver enganado com o Playstation. As FlashROMs e EEPROMs surgiram como substituto aos BIOS em placas-mãe no lugar das antigas EPROMs, dada a facilidade que ofereciam de regravar os BIOS ( de onde vem o termo "flashar a BIOS". Equipam firmwares de acionadores de CD/CDRW/DVDRW, modens e de vários outros dispositivos microprocessados atuais, como celulares, equipamentos de automação, etc. Uma lista sem fim hoje.

Meu primeiro FlashROM foi um memorycard do Playstation, não sei onde foi parar aqui em casa. Mas guardo com orgulho um dispositivo que montei com um CI FlashROM Atmel 29C256 para uso um cartucho de MSX para armazenamento e teste de ROMs.

Comentei com minha mãe a respeito do uso de pendrives, claro que ela não entende de nada a respeito, mal mexe em meui computador. Entretanto disse a ela que gostaria de ter um, mas que o valor dele para mim ainda é proibitivo. Eu fiz isso com toda a inocência do mundo. Não foi um pedido. Sem eu saber, sem que eu ligasse as possibilidades, meus pais estavam com viagem marcada para visitar Foz do Iguaçu. E o que aconteceu? Em Ciudad del Este, após as compras deles, minha mãe pensou em mim e imediatamente veio meu comentário a respeito dos pendrives. Foram para uma loja e descreveram o produto tal qual eu fiz à ela. E compraram um produto três vezes mais caro: um pendrive com rádio+MP3/WMA player+gravador de voz incorporados, junto com 128MB. Mesmo sendo um Xingling, está valendo, funciona, seria um ingrato se reclamasse. Apesar de não ser propriamente um presente para mim. Vai ser para o uso de quem precisar, creio que sua maior utilidade seja o gravador de voz, que na pior qualidade, consegue armazenar 40h de voz( segundo cálculos meus de cabeça) nos 128MB, superando assim de longe alguns gravadores digitais do formato de caneta que eu já vi a venda que geralmente armazenam 10h. Num nível maior de qualidade talvez ele armazene isso, preciso fazer testes.

Esse pendrive veio com algumas falhas: o CD que veio com ele estava VAZIO!. Não estava em branco, mas estava sem nada, nenhum arquivo. Bom, pelo menos nos testes que fiz, o WindowsXP reconheceu no momento que liguei no micro. O mesmo não se deu no Windows98SE, onde tive que ir à caça de seu driver ( que deveria estar no CD) que encontrei após descobrir o nome do fabricante que aparece no dump da USB que fiz no Linux e no OS/2/eCS: a marca que apareceu foi Actions Semiconductors e depois e alguns cliques na internet encontrei o driver para Windows98. Procurei também pelo nome na frente do aparelho onde se lê: MIDI Japan. Bom de MIDI e de japonês não tem nada nesse pendrive+MP3 player.
Instalei o driver e funcionou, fiquei feliz, uma vez que o Win98 ainda é o mais usado aqui no athlon. O meu K6-2 está com a USB queimada por mim, talvez eu tente consertar a trilha de 5V e GND queimados, quando tiver vontade e quiser correr o risco de danos maiores :-P.

Testei no eCS 1.1 no mesmo athlon, o pendrive foi reconhecido, como disse acima, entretanto não tem driver, portanto não funciona, infelizmente. Já o Linux/Debian que testei agora há pouco aqui no Pentium166 funcionou de primeira (equipado com kernel 2.4.26) foi só montar e pronto: "mount /dev/sda1 /mnt/pendrive -w" testando antes claro com o "lsusb" para ver se o sistema detectou a conexão do aparelhinho.

Agora preciso descobrir como tocar no computador o padrão de gravação de voz que ele usa, que gera um arquivo .ACT que aparentemente "player" algum reconhece. Mas descobrir isso fica para outro dia. Só espero que não seja impossível...Talvez algum arquivo cifrado sei lá.

quarta-feira, outubro 20, 2004

DOOM 3


Relutei-me em ter esse jogo aqui. Cheguei a baixar parte dele algumas vezes e cancelava quando ficava contra a idéia. Mas acabei terminando e instalando o jogo.
Cheguei a baixar uma versão beta com uma parte do jogo. No athlon do meu irmão ficou uma desgraça de lento, uma vez que não tinha a opção de redução de nível de detalhamento gráfico. Tive a oportunidade de ver o jogo na casa de um amigo que tem uma placa de vídeo mais rápida, uma FX5700. Sim, o jogo era legal, mas não me agradou, talvez fosse eu querendo fugir do vício pelo jogo.
Enfim, baixei o jogo e instalei. Reduzi quase tudo de recursos no mínimo para deixá-lo o menos lerdo possível. Consegui. Ficou jogável no Athlon 2400+ 256MB com uma placa de vídeo Xabre AG200 64MB. As telas com muitos detalhes derrubam o FPS, mas nada que o torne injogável. Mas o carregamento de cada fase e sair do jogo levam uma eternidade, uns dois minutos. É a falta de RAM principal. Porque o jogo recomenda que se tenha 512MB de RAM.
O jogo em si lembra o estilo do half-life antigo com os monstros do clássico DOOM. Os sustos das quais eu só tinha jogando esse. Mas não é só mata-mata, tem que ouvir algumas gravações dos PDAs largados nas mesas dos funcionários que viraram zumbis.
Uma coisa boa consegui dessa vez, controlar-me do vício aparentemente, o que não acontecia com o DOOM antigo. Jogo um pouco e paro, não fico hooooras jogando como antes. Pelo menos disso eu me curei. :-)

terça-feira, outubro 19, 2004

� Algu�m


No caminho para a faculdade, fiquei notando nas pessoas no caminho. Eles s�o "algu�ms". Alguns em procura no lugar no mundo, indo trabalhar, indo procurar um emprego ou indo para a escola, e alguns j� trabalhando. Praticamente a totalidade deles eu nunca os vi na vida, e pouco provavelmente irei rev�-los algum dia futuro. Talvez alguns deles eu volte a ver, passageiros do �nibus que tomei pr�ximo de onde moro, mas assim mesmo, seria uma coincid�ncia grande eu ter guardado algu�m na minha mem�ria e lembrar tomando o mesmo �nibus num dia qualquer que vier.

Guardar o rosto e o seu dono � algo que tento fazer h� alguns meses. Uma vez que minha mem�ria facial sempre fora um desastre. Especialmente guardar a pessoa e o nome de pessoas que eu vi uma vez na vida, principalmente as que me foram apresentadas em algum evento ou em algum grupo de amigos em uma reuni�o qualquer. Na rua n�o se tem como saber o nome a n�o ser que pergunte, mas seria uma atitude um pouco estranha sair por a� perguntando o nome dos outros sem algum prop�sito. Mesmo que eu tenha um, mas que n�o poderia explicar para elas que estou "treinando mem�ria". Eu seria tratado como maluco, e se eu abusasse, minha fam�lia me internaria num manic�mio. :-P Mas isso seria um extremo.

Depois de tomar o �nibus, eu tento guardar o rosto do motorista e do cobrador. Foi um bom come�o, uma vez que aqui na Cidade de S�o Paulo usa-se o Bilhete �nico e tem-se 2 horas dispon�veis para tomar qualquer �nibus em qualquer quantidade durante esse per�odo para chegar onde se quiser pagando-se apenas uma tarifa, R$1,70. S� n�o pode ser usado no mesmo �nibus, seria brecha para passar o mesmo bilhete para v�rias pessoas, e por esse mesmo motivo, peguei o mesmo �nibus uma vez num lugar que eu fui, e o que aconteceu? Mesmo estando dentro das 2h, paguei a segunda passagem. Fiquei com uma raiva! Eu pensava em ir para o lugar pagando s� um. Hehehe. Acontece. Mas vou evitar se poss�vel.

Enquanto fa�o esse "treino de mem�ria facial" tenho notado o �bvio: guardar os rostos das pessoas cuja apar�ncia me agradam. Quem? Mulheres obviamente. Incluindo tamb�m as crian�as e beb�s que gosto de olhar h� tempos. Sempre pensei no dia que pudesse ter um filho, e poder carreg�-lo no colo e passear. Bom, o futuro daquele passado desse pensamento me reservou o Lucas, meu sobrinho que vive comigo desde seus 5 meses, hoje com 7 anos de idade. :)

Fico pensando na pessoa por tr�s destes rostos "an�nimos" para mim. Incluindo-se a� todos que vi, mesmo que por milissegundos. Pessoas que eu poderia vir a gostar sem saber. E outros que possivelmente iria detestar, como sempre existe. S� algum tipo de conv�vio para saber disso. Afinal a personalidade e o pensamento de cada um fica invis�vel quando se v� um "rosto an�nimo". S�o algu�m essas pessoas, � algu�m.

domingo, outubro 17, 2004

Inspiração


Não é propriamente algo que cai do céu, embora imaginemos isso muitas vezes. Há todo o cabedal de experi�ncias que fizeram isso acontecer, junto com uma idéia aliada, essa sim aparece de suspiro com a observação ou imaginação.
A partir daí o desenvolvimento dela passa ser a segunda parte. Muitas vezes deixamos essa parte parada e retomamos para largarmos em seguida. Precisaria criar uma disciplina rígida para que tais interrupções não prejudiquem o desenvolvimento, mas um longo abandono torna uma revisão necessária, exceto aos que possuem já de nascença ou treino uma memória maior que a média.
É um desafio. Manter-se perseverante e constante com as coisas que se faz na vida, procurando fazer sempre o melhor com a busca da excelência.

sábado, outubro 02, 2004

Calor vs Frio


Por uma semana e meia fez um calor infernal aqui em SP, e na quarta-feira o tempo virou e de veranico o tempo passou a ser invernado. Eu e meu sobrinho Lucas ficamos passando mal por conta dessa virada, ele chegou a faltar na escola na quinta-feira por conta disso. Tempo maluco esse. Até parece que eu não conheço o tempo daqui. :-P