segunda-feira, dezembro 19, 2005

Cognição Imperfeita

Um post anterior antigo citei que é melhor não fazer ou às vezes nem começar um projeto "imperfeito". Claro que há a possibilidade de mudanças no meio do caminho e tornar perfeito aquilo que supostamente terminaria imperfeito, que costumamos chamar de "meia-boca" em um tom meio vulgar.

O julgamento a priori da possível imperfeição de um ato ou de um projeto pode ser também resultado da imperfeição cognitiva, de um menosprezo de conceitos e de valores ou pior o desprezo de capacidades. Tanto a nível pessoal como a nível grupal, a população de uma cidade ou de uma nação. Uma batalha entre idealistas, derrotistas e indiferentes.

Os excessos e extremismos de cada um desses três "times" são os piores. Cada um criando o que meu grupo de amigos chamamos de "futuros do pretérito", noções e abstrações irreais do futuro já predestinadas a excessos e conseqüentes fracassos.

No cerne disso está o problema cognitivo, um pobre ou excessivo grau de imaginação, estendendo-se muitas vezes à falta de diálogo entre partes e entre dissidências comuns entre grupos. Ou até em uma individualidade, uma pessoa que tenha dentro de si facções de pensamento, resultado de inseguranças ou devaneios heróicos.

A formação também faz sua parte, contribuindo positivamente ou negativamente. O primeiro quando é utilizado de modo a evitar erros do passado, reinvenção "da roda". O segundo quando pré-julgamos e não deixamos acontecer aquilo que poderia dar certo, por medo, por insegurança e pelo risco.

Nisso tudo entra também um outro fator, a inveja. Entre pessoas, grupos, classes, facções e até nações. O invejoso obstruindo o invejado. Intrigas, dificuldades uma série de fatores que impedem um de crescer e melhorar por causa do invejoso.

Superando esses problemas acima, entramos em um outro fator: o limite imposto pela natureza.
Um crescimento ad-eternum entrará em choque com os recursos naturais disponíveis. Energia, insumos minerais, petróleo.

Mas ilimitado é a engenhosidade e a criatividade humana e a energia solar. Resta saber como iremos dosá-los bem sem que nos percamos no caminho.

Alguns podem considerar esse post uma obviedade, mas eu o fiz como um exercício de pensamento meio filosófico de alguém que nunca chegou a cursar filosofia em uma escola.

domingo, dezembro 18, 2005

Defrag do Windows e Pique de Luz

Combinação indesejável. Aconteceu comigo hoje, enquanto rodava defrag do Windows98SE. Lei de Murphy , eu nunca rodei essa desgraça justamente por causa disso, desde que reinstalei o windows no meu micrinho K6-2 em julho.

Não sei qual arquivo ficou corrompido. Executei porque o coitado andava meio lerdo e para melhorar um pouco decidi fazê-lo. Bom, se algo ficar muito errado nele, terei que reinstalar o Windows. Se eu ficar com muita raiva, eu talvez faça um upgrade dele para athlon, vai ficar capenga, mas pelo menos fica mais rápido. Mas estou esquecendo de duas coisas: preciso de fonte e gabinete se eu quiser fazer isso. Talvez eu compre esses dois usados de sobra de montagens de micros, quem sabe.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Praia

Fui para casa de praia de meus pais ontem e voltei hoje, um quase 'bate-e-volta'. Muitos podem estar imaginando: "que folgado, na praia no meio da semana". Folga nada, desde janeiro que não ia lá, sabia que tinha alguns consertos para fazer, no caso era uma coisa simples: trocar o mangueira de gás do fogão, vencido desde 2002. Argh!

Chegando lá, um segundo problema para resolver, a porta de entrada do apartamento duro de abrir. Segundo meu pai ficou duro depois do término da pequena obra de desmanche de um pedaço da parede da sala do lado da porta. Provavelmente a porta foi retirada e reinstalada. Até então a porta estava normal. Não sei se foi o pedreiro que instalou errado, teve dificuldades e recolocou-o na base da porrada. Olhando para a porta, eu passei lubrificante nas dobradiças imaginando que voltariam ao normal. Voltou nada! Continuou duro do mesmo jeito.

Ao sairmos para almoçar, vi a dificuldade de meu pai com essa porta, ele segurava na metade ( a 45o ) e fechava com tudo. Na hora fiquei imaginando que se continuasse assim, cedo ou tarde ou a maçaneta quebraria, ou a porta inteira iria estragar ( a porta é oca, não é maciça ). O pior nem era isso, é ficar fazendo isso no meio da noite, depois das dez da noite, com o estrondo. Tudo bem que de semana não tem quase vizinhos, mas e os finais de semana e depois? :-P E na volta, vi meu pai abrindo com a mesma brutalidade oposta, na base do 'arrombamento' com o ombro. Justamente ele que está fazendo quimioterapia ( ih, preciso contar isso aqui no blog ). Qualquer dia desses vai ser o ombro dele que vai pedir curativo.

Bom, vi que o lubrificante não fez efeito nem depois de 2h, reparei então o óbvio, a porta estava torta também 'pegando' na parte de baixo e olhando melhor, comparando com as outras duas dobradiças, a de baixo estava 'empenada'. Resultado de alguma dificuldade de recolocação do pedreiro ou de quem fez a 'arte' somado a algumas porradas que fazem nesse tipo de situação. Tentei também algumas outras porradas, peguei o martelo e uma chave de fenda grande, e fui batendo na dobradiça numa tentativa de desempená-la, sem sucesso. Nem saiu do lugar. Hehehe.

Prevendo o sofrimento com a porta, fui trocar a mangueira de gás. Quando comprei a mangueira, recusei as abraçadeiras que o vendedor ofereceu pois supus que o diâmetro do antigo fosse igual ao do novo. Trocando a mangueira, vi que o antigo não era duplo e nem tinha a malha entre elas de segurança, como o novo, obrigatório segundo a NBR 8613/99. E descobri que as abraçadeiras 'velhas' não serviam para essa mangueira nova.

Voltei para a loja de ferragens onde comprei a mangueira, pedi um par de abraçadeiras, R$0,80 cada. Aproveitei e comprei um jogo de dobradiças, vi que as de aço normais iriam enferrujar com o tempo, acabei escolhendo as de latão, dobro do preço, a R$19,90 o jogo com 3. Ainda bem que a furação para os parafusos é padrão, na maioria dos casos.

Instalei as abraçadeiras, e então fui para a porta, como comprei as dobradiças, desisti de recuperar as velhas, quando fui raspar a tinta junto aos parafusos, vi o drama, tudo enferrujado ou meio enferrujado. Maresia, fazer o quê. Justamente essa porta onde em dias de muito vento chega até a assobiar com o fluxo de ar na fenda inferior e junto ao batente, esse último chegava a ficar preto de tanto vento que passa. Não era preciso fazer muita força para se imaginar sobre as dobradiças, mas nunca pensei neles. Nunca empenaram mesmo, Pintaram por cima. Gozado não ter empenado antes, talvez tenha enferrujado depois da obra do pedreiro, onde até então estava protegido sob a tinta a óleo da porta.

A maioria dos parafusos foram fáceis de tirar, entretanto os mais enferrujados foram duros de desparafusar sem espanar. Raspei a fenda de todos eles antes de eu retirar, a tinta estava sobre todos eles. Não podia arriscar espanar nenhum, não sabia em que nível estariam oxidados. Primeiro retirei os parafusos junto à moldura da porta, é duro retirar parafusos de pé sem poder usar o peso do corpo, ainda mais os que estão na porta. Calcei a porta para não forçar nenhuma delas com o peso próprio e fui desparafusando devagarinho.

Uma vez a porta retirada, deitei-o na sala e comecei a segunda parte, os parafusos junto à porta. Sete deles eu retirei com alguma dificuldade, mas os dois últimos, os junto à dobradiça empenada, foram difíceis. Sofri, chamei meu pai para segurar a porta para que não tombasse, uma vez que estava usando as duas mãos com a chave de fenda envolta com uma toalha úmida de modo a aumentar o 'torque' aplicado. Senti falta de minha chave de fenda de fenda que uso especificamente para isso, que tinha ficado em casa em São Paulo. Na hora imaginei: "por que esses parafusos não eram torx?" hehehe. Depois de meia-hora ou mais, consegui retirá-los. Eu quase desisti com receio de espanar, pq aconteceu de escapar umas duas ou três vezes, espanou mas foi pouco, ainda bem.

Instalado as dobradiças de latão, junto com os parafusos de latão também, fui instalar a porta no seu lugar, calcei a porta para não forçar e meu pai do lado olhando se não tombava ou mexia muito da posição que deixei. Fui apertando devagar também, não podia espanar esses parafusos de latão. Deixei-os levemente frouxos, e fui testar o fechamento dela. Muito bom, não raspava no chão e nem na moldura dela. A fechadura continuava na posição, junto com a fechadura tetra logo acima. Apertei todos eles até o final sem forçar muito. E pronto. Estou com o pulso levemente dolorido por conta do esforço de desparafusar os 'difíceis'.

Cheguei a imaginar como nós iríamos dormir sem a porta da frente hehehe. Ainda bem que terminei sem ter que serrar coisa nenhuma.

Ao dormir, fui para o quarto de meus pais e vi que o rádio-relógio não funcionava. Achei estranho, perguntei para meu pai e disse que deixa sempre ligado. Não estava afim de consertar nada, estava cansado, fui tentar deitar. Mas estava sem sono, fui ver um pouco de TV ( meu pai assina SKY lá e tem History Channel que não tenho aqui heheh ) então resolvi consertar do desgraçado. Entrei no quarto novamente, sabia que ainda estavam acordados uma vez que percebi que conversavam baixinho. Puxei, despluguei da tomada e disse na hora: "aposto que é alguma bobagem ou é efeito da maresia". Olhei, e vi que ele usava parafuso hexagonal. Como não tinha chave para isso lá, pensei: "xi, ferrou". Quando vi que a chave seletora de voltagem estava no "meio", peguei algo pontiagudo e botei em 110 e liguei, pronto, voltou a funcionar. Voltei para o quarto, 5min depois, disse o que era para meu pai que estava pronto, antes dele perguntar o "milagre" que fiz, disse o que era, ele não acreditou hehehe. Sei lá quem aprontou, Lucas não é de fazer esse tipo de coisa, vai ver alguém tentou algo e aconteceu isso. Mas deixa para lá, para quê ficar procurando quem foi que fez isso? Hehehe.

Não entrei na água, andei um pouco na orla, mas só quando fui na loja de ferragens. Passei onde havia uma lanhouse onde fui algumas vezes ( em janeiro funcionava ) e vi que estava fechada para minha tristeza. Era meia-boca, mas era a única da região. Apesar do aparente trampo que tive, achei divertido. :)

quinta-feira, dezembro 01, 2005

BIOS de Controlador Adaptec AHA-2940AU



Tive muitos problemas de falhas de boot com esta antiga controladora SCSI. Atualmente emprestada para uso do scanner de um amigo meu, estou sem HD ou periféricos que a use no momento, às vezes até esqueço que está com ele que daqui a pouco vou cobrar aluguel. Ou pior, ele vai fazer usucapião dele. :-P
Bom, comprei essa placa em 1997, na época adquiri um HD SCSI também de 2.1GB que hoje não funciona direito, está no minha caixa de 'quase junk' hardware. Abusei muito dele, apesar que tenho a impressão que ele foi rejeitado de teste de qualidade da Quantum. É um Fireball, não lembro do modelo. Tenho um HD de 1.2GB igualmente antigo, um ano mais velho inclusive, um Quantum Fireball TM. E até hoje ele funciona sem problemas. O que me leva à suspeita do outro. :-PVoltando à placa, ela apresentava travamento no boot durante a detecção do HD, falhava uma vez em cada 5 aproximadamente, o que eu achava muito alto, mas como não tinha como desligar e era o único HD no meu PC na época, tinha que agüentar.
O atual usuário (quando é que vc não vai mais precisar dele? Quando eu não precisar mais!) da minha placa também se queixou do travamento de BOOT. Então ele disse que no trabalho dele havia uma placa idêntica, mas de BIOS mais atual. O meu é a BIOS v1.21, essa que ele via era uma v1.30. Segundo relatos que vi na internet essa atualização não tinha mais esse travamento de boot. Então decidimos dumpar a EPROM existente nela. Procurei por dias a fio sobre uma tal v1.34 na internet, mas as que encontrei não tinham muito a ver. E nem essa v1.30 eu encontrava.
Combinamos o dia, ele levou a placa "emprestada" do laboratório dele. Fui lá na casa dele e levei meu gravador de EPROM Willem. Tive problemas de 'osmar' no micro onde eu estava usando junto ao conector PRN, cheguei a pensar que fosse problema da fonte ou do cabo, mas aí depois de muito bater a cabeça, descobri que era conector sujo do micro dele. Uma vez limpo, gravei uma EPROM, testei na placa e pimba! Funcionou. Não sei qual a política adotada pela Adaptec, mas não existe a BIOS atualizada dessa placa disponível nos moldes das existentes para placas-mãe. Como nunca vi essa bios v1.30 na internet e o suporte da Adaptec aparentemente ignora qualquer tentativa de pedido de atualização, vou disponibilizá-la aqui Pensei em botar uma versão em inglês desse post, mas acho que quem procurar pelo google e chegar aqui vai entender mais ou menos como fazer. :-P
Link to Adaptec AHA2940AU v1.30 BIOS here.

terça-feira, novembro 01, 2005

Renovação do CNH - Carteira de Motorista

Minha carta de motorista venceu e até há um mês e meio atrás vigorava o sistema antigo: faz o exame médico ( de vista e ofuscamento) pagam-se as taxas e pronto.

Hoje mudou. Agora tem a prova de primeiros socorros e de direção defensiva a mais. Cada estado do Brasil tem sua política de como aplicar tal prova e a respeito de cobranças. A princípio aqui em SP essas provas seriam aplicadas por instituições particulares vinculadas ao DETRAN. O custo—além do exame médico e da renovação de carta ( cerca de R$65 que continua vigente )—variava de R$80 a R$120 conforme o lugar. Claro, são aulas, onde a aprovação requer somente sua presença "corporal", sem provas, sem testes. Resultado: reclamações. O governador de SP percebendo a encrenca, baixou uma portaria permitindo a realização de um teste para quem optasse por estudar por conta própria, gratuitamente. Nem preciso dizer qual que escolhi. Mas se reprovado teria que pagar. Para isso precisa ir pessoalmente ao Detran ou se inscrever no e-Detran.

Para os autodidatas para a exigência de noções de primeiros socorros e direção defensiva, o Ministério das Cidades e a Fundação Carlos Chagas publicaram cartilhas disponíveis para download. Eu baixei e fiquei lendo. Considerei-os de conteúdo fraco e superficial, mas suficiente, um mínimo necessário.

No dia da prova, por coincidência, meu irmão ( cuja carta venceu há mais tempo ) escolheu o mesmo horário e dia para a prova que fiz. Ele veio aqui em casa para nos visitar, quando citei isso. Jamais imaginei que ele estaria já há um mês rodando na rua com o CNH vencido, atípico dele. Mas como ele anda muito ocupado, aconteceu. Vida de médico.

Chegando no DETRAN, eu estava crente que o teste seria aplicado em um computador, como foi noticiado pela imprensa. Imaginei na época:" que rapidez, já compraram computadores?". Que engano. Chegando no local da prova, vi um aglomerado sentado em cadeiras de braço típicos de faculdades e cursinhos ( hehehe, eu tenho ódio dessas cadeiras ) e do lado mesas típicas para computadores isolados individualmente. E sem computadores. :P
Provavelmente há uma concorrência para a compra deles. E como bem sabemos, vai demorar um tempo para isso ficar pronto.

Começando a prova, vi que as cartilhas que estudei são insuficientes para a prova aplicada no DETRAN aqui da capital. Como elas são de caráter nacional, imaginei, bom, nivelaram para baixo. Não sei como são os níveis deles nos outros locais, mas o daqui estava bem rigoroso, e como disse acima, quem estudou somente as cartilhas sofreu, inclusive eu. Nada impossível claro. Mas considerei exigente demais, até sou a favor disso, afinal precisamos melhorar o nível por aqui, visto o trânsito caótico que existe por aqui. A prova é formada por 30 questões de múltipla escolha.

sábado, outubro 08, 2005

A Imprensa e o Referendo




Antes que os optantes pelo SIM me condenem ou que me julguem influenciado pela revista supracitada, faço alguns questionamentos: Que raios de imprensa é essa que temos? Desde quando é função dela Pré Estabelecer a escolha do leitor?

Há anos sei que ela–a revista– é deveras manipuladora. Visto ser ela a revista de circulação de maior tiragem e penetração por aqui, claro que se venderia aos lobbistas de armamentos. Se não foi isso, então a revista fez o que sempre vem fazendo, a parcialidade. Minha família é assinante há anos e sempre a li com ressalvas por esse motivo. E essa reportagem apenas reforça isso.

Posso entender a posição de quem defende pela opção 2. Por um experiência infeliz de um passado remoto, eu brincando com uma Rossi calibre 38 de meu pai um certo dia que não tinha nada que fazer; engatilhei o "cão" da arma. Eu me encontrava no quarto dele. Estava sozinho. Fiquei desesperado, imaginei que precisaria dar um tiro para cima da sacada de minha casa para sair do sufoco. Não tinha como levar para um local isolado, seria muito perigoso. Andar na rua com ele nem pensar! Só meu pai tinha o porte de arma na época. Olhei para a pistola, sabia que estava carregada. Passado alguns minutos, lembrei-me do pouco que meu pai explicou das aulas de tiro que ele teve que fazer para ter o "porte" da arma: o de deixar descarregado o primeiro tiro da pistola. Olhei e vi que estava como ele descreveu, descarregado e o restante carregado. Lembro-me que foi difícil de perceber isso porque o tambor já tinha girado. E só então respirei aliviado e puxei o gatilho sabendo que não aconteceria nada. Recordei do meu pai ter mostrado como desarmá-lo sem disparar, mesmo engatilhado. Mas na hora do nervosismo nem pensei em fazê-lo. Desde então nunca mais brinquei com ela.

Infelizmente existem os acidentes no uso.
Motoristas agindo no ímpeto da raiva, no trânsito, uma colisão com outrem, percebe o clima de "briga" ou o "sangue sobe à cabeça" já vai saindo com arma e no fim, matou ou feriu a outra pessoa. Depois do ocorrido pensa e já é tarde, matou um estranho por um motivo fútil, matou um pai de família, filho de alguém, ou feriu.
Um casal, um dos cônjuges percebe que o outro está traindo, está tendo um "caso", fica nervoso, pega a arma, ou arruma uma arma ilegal ou de alguém e dá o tiro nos dois, fere um mata o outro, ou fere ambos. Tragédia.
Em casa, bairro inseguro, o pai apanha a arma porque percebeu na calada da noite passos de alguém. Nervoso, dispara, percebe depois que o vulto era seu filho. Matou o filho, tragédia, tristeza e luto.
Muitos outros "causos", repetições de lugares comuns, argumentos usados pelos propaladores do SIM. Sei que se tratam de bordões apelativos.

Isso não é conseqüência da arma, da sua presença nas proximidades, mas sim do sujeito, do dono e das pessoas próximas a ele, a família. Ou seja, faltou ensinar, disciplinar seu uso, faltou um treinamento. Faltou formação, faltou educar. Aqui em casa por exemplo, meu pai nunca exigiu que só o pegássemos em "último caso". Quantas foram as vezes como disse acima, ficava brincando com ela, geralmente descarregada ou depois de uma limpada e lubrificada, como eu fazia com alguma freqüência, pois curtia isso. Eu nunca vi meu pai brincando com o revólver, não sei quanto aos meus irmãos, certamente porque recebeu treino e sobre o perigo do seu manuseio, e foi num dos melhores cursos daqui de São Paulo. Mas não foi meu caso. Enquanto eu, mesmo sabendo do perigo do seu manuseio incorreto, brincava com ela depois de fazer sua lubrificação. Geramente em momentos de tédio e solidão em minha residência. Nunca culpei meu pai pelo "quase-acidente" que foi. Por ter uma arma aqui em casa, pela liberdade de seu uso e posse. Sim, faltou esclarecimento. Possivelmente porque ele nunca me viu brincando com a pistola e jamais comentei até o ocorrido. Julgou que dificilmente poderia acontecer algo. Um engano muito comum, aconteceu aqui na minha família, então acontece em muitas outras. Descuido que pode resultar em fatalidade, concordo.

Nem por isso abro mão de ter um. Minha família tem um sítio em um local isolado, meu pai sempre ia com a arma até lá. Por isso que repito. Prefiro ter arma, e existir a possibilidade de comprar uma e da disponibilidade da compra de munições. O lugar fica longe 1h30min de uma zona urbana. Uma estrada cascalhada onde não se tem como passar dos 50km/h. A polícia, na melhor das hipóteses demoraria 1h para chegar lá, isso correndo que nem louco, o que acho pouco provável que façam. A cidade é pobre e pequena, nem sei quão equipado está o de lá. A região virou há tempos um antro de criminosos refugiados, infelizmente. Inclusive acharam um corpo de um político famoso morto por circunstâncias duvidosas nas proximidades cuja investigação prossegue até hoje, inconclusivo.

Sem poder ter arma ou da possibilidade de poder possuir um como é que vou deter, coagir, coibir a ação de criminosos que possam ver nossa presença no local como uma oportunidade de "arrancar" dinheiro ou pior, sequestrar-nos até alguma cidade a um caixa eletrônico para sacar? Nunca fomos com muito dinheiro para lá. Quando meu pai comprou o sítio, não era local perigoso, ele já tem 20 anos. Hoje se tornou um. Por quê? Impunidade, a polícia não chega lá possivelmente. Todos vizinhos do meu sítio sabem que meu pai anda armado, pois já praticamos diversos tiros ao alvo com essa mesma pistola. Eu inclusive. E quem não sabe como é um local isolado, o disparo de um tiro é audível de looonge. Eu ouvia meu pai disparando a mais de um 1km de distância. Os cachorros sumiam nesses momentos.

Se não tiver como possuir uma arma como vou poder ir lá? Como escreveu meu amigo Sturaro em seu blog, vou repetir, o que vou ter para me defender:
1) foice
2) faca/fação
3) arpão ( haja força )
4) soco
5) pau
6) chute
7) carro ( para atropelar – esse é complicado no sítio, muita lama)

Ou me aprimoro um pouco:
8) besta/crossbow ( para quem não conhece, é arco e flecha na forma de pistola )
9) arco-e-flexa ( vou virar Robin Hood )
10) Artes Marciais ( Judô, karatê, krav maga, jiujitsu, aikido )
11) máquinas/robôs ( esse é difícil )

Costumava ir mensalmente lá. Hoje, problemas de saúde de meu pai impedem ir com tanta freqüência como antes. Tios e primos meus que são proprietários de terra em MS, MT e PR andam armados. Principalmente o de MT, cuja plantação dista 100km de sua casa na zona urbana, onde ficam seus filhos por causa da escola.

O referendo pela discussão em torno do assunto é positivo, embora seja recheado de problemas, por ser tardio, o debate popular em si acontece muito perto da votação. Poucos sabem, mas uma votação da magnitude como essa, para 120 milhões de votantes custa caro. Cerca de R$2-3 por cabeça, parece pouco mas multiplique pela quantidade de eleitores. E não é um plebiscito, é um referendo, ou seja, uma consulta popular somente, não é decisão final. Até hoje nem sabia que existia essa modalidade de voto.

terça-feira, outubro 04, 2005

Referendo sobre a Comercialização de Armas e Munições

Assunto complexo de ser tratado brevemente. Embora na prática o que chamo de 'quase proibição' já esteja estabelecida pois a dificuldades e requisitos na compra de arma e do porte de arma aumentaram.

Um agravante a essa votação está no que chamo de debate fraco e pusilânime. Na maioria em 'comerciais televisivos'. Isso aliado ao fato do alto índice de analfabetismo funcional corrente. Levando-me a caracterizar nossa população votante de volúvel e altamente sujeito à manipulações por publicidades fortes e apelativas, quando muito recheado de pieguices. E para piorar existe a crença popular que o desarmamento poderia levar a uma redução de criminalidade. No máximo irá reduzir acidentes domésticos de tiros acidentais, o que certamente são exceções e não regras.

O desarmamento poderia ser eficaz em países de pequena extensão territorial onde o atendimento da segurança pública pode ser exercer sua força e repreensão fácil e rapidamente. Entretanto como ficam os países de extensões continentais como nosso Brasil? Haveria policiamento nas regiões distantes e de baixa densidade demográfica como a maior parte da zona rural? Como um proprietário de terra poderá deter possíveis ameaças de invasões de todo tipo a que está sujeito? Na base do grito verbal? Soco? Foice? Certamente ele tem que ter algum tipo de armamento, pelo menos para coagir esses atos externos.

Seriam muito bom se funcionasse, que a justiça fosse rigorosa, que a impunidade fosse nula. Entretanto estamos em uma outra realidade.

Um povo sem acesso a armamento é fácil de dominada, tanto por parte de criminosos como por parte de excessos do governo como acontece em estados de sítio, em crises sociais.

Fica claro pela minha exposição a minha opção nesse assunto. Cheguei a considerar o contrário como uma possível solução para nossa alta criminalidade, entretanto pensando e lendo a respeito me fez mudar de opção. Pois é uma grande sofisma. Se o desarmamento vingar, passarei a estudar formas de combate por meio de armas caseiras, armas brancas.

quinta-feira, setembro 29, 2005

Metal Gear Solid 3 - Snake Eater


Como um belo viciado desse jogo desde que surgiu, em 1987 para o MSX, exceto a versão para o NES o qual nunca joguei–não podia deixar de poder jogar esse último, o MGS3 Snake Eater do PS2.

Para minha sorte, minha irmã comprou um PS2 para meu sobrinho Lucas. Até então imaginava quando é que eu viria a jogar esse jogo algum dia. Não iria comprar um PS2 só para isso. Ter esse videogame não me anima muito, jogos atuais não me atraem tanto como nos bons tempos de MSX. Cheguei a ver esse jogo na casa de um conhecido distante. Mas não cheguei a jogar, não estava afim nem de sentir 'cheiro' para depois ficar passando vontade de jogar e não poder.

O Metal Gear para MSX, o primeiro da saga não é o tipo de jogo que podemos chamar de hipnótico, mas mesmo para época era inovador no seu estilo. O choque foi com o Metal Gear 2 Solid Snake em 1990. Comprei o cartucho original enquanto estava no Japão em 1992 e enviei pelo correio para cá. Meu irmão quem jogou "sofrendo", o jogo é em japonês e ele mal sabia ler. Jogou na base da "força bruta". Quando empacava, fazia de tudo. Eu já o terminei algumas dezenas de vezes.

O segundo choque foi com Metal Gear Solid do PS1 em 1998. Peguei emprestado de um primo meu, comprei o jogo e joguei, joguei muito, até terminá-lo. Muito bom. Depois saiu a versão para PC e pude jogar com mais calma...:)

Em 2001 saiu o Metal Gear Solid 2 - Sons of Liberty para PS2. Nunca vi o jogo até aparecer a versão para PC, sendo levemente modificada onde ao invés de chamarem de 'Sons of Liberty' era 'Substance'. Baixei e pude jogar no computador. Terminei algumas vezes em diferentes níveis.

Agora foi com o MGS3 - Snake Eater. Ao contrário dos outros cujas seqüências são cronológicas, esse volta no tempo, na década de 60 sob o contexto da Guerra Fria, e no território da URSS. Como de praxe Solid Snake irá confrontar-se com inimigos, animais e insetos ( até as aranhas e cobras picam e te envenenam! ). Chefões e etc. Uma coisa engraçada é o fato de que se vc encerra o jogo depois do Snake morrer, aparece: Time Paradox. Realmente com a morte dele, uma vez que o jogo acontece no passado, gera um paradoxo temporal para os jogos anteriores que acontecem no futuro. Um outro fato é que se você mata mortalmente um deles, o Revolver Ocelot enquanto desmaiado logo no início, o jogo também encerra, pois como ele está no futuro, ele não pode morrer, senão o paradoxo se estabelece novamente. Isso quem descobriu foi Lucas, quem jogando a ermo e sem objeito, sai matando todo mundo que encontra pela frente, e ele comentou a respeito outro dia...Eu dificilmente descobriria isso 'à toa'. Pudera, como não entende o inglês do jogo, joga de qualquer jeito hehehe.

Uma diferença também está na forma de recuperar energia, ele recupera aos poucos e a rapidez dela varia conforme o nível logo abaixo dela, de histamina; assemelhando-se como disposição, algo do gênero. Para aumentá-la, tem que comer comida, existem poucos 'Rations' no jogo. Em troca, como Snake encontra-se na selva, ele tem que se alimentar de animais silvestres, geralmente coelhos, cobras, ratos, peixe, entre outros. Tão logo se esfaqueia ou atira em algum deles, eles se transformam em comida para ser guardado e ser utilizado depois. A parte engraçada é quando vai comê-los, Snake comenta o sabor, dizendo ruim ou bom, incrível, péssimo e até mesmo podre. Deixando passar fome, o estômago dele começa a roncar alto chamando a atenção dos sentilelas do jogo, não podendo assim deixar cair a níveis baixos.

Não vou escrever mais uma vez que a internet está repleta de comentários a respeito. Seria repetir o que já tem escrito. Claro não seria demais fazer a minha, entretanto prefiro ater a detalhes pouco citados.

Uma dúvida deve pairar para quem é fã da série e ainda não pôde jogar: como Solid Snake foi para o passado? Máquina do tempo? Distorção temporal? Snake nunca envelheceu? Nada disso. Não vou fazer spoiling, mas afirmo que há uma lógica, um detalhe que não foi citado a respeito dele. Sim, ele envelhece e seu personagem sofre uma desfiguração no MGS3 que irá permanecer...Vou limitar a dizer isso, quem quiser realmente saber que vá jogar! :-P

domingo, setembro 11, 2005

Minha Ignorância com Windows



De tanto que deixo o uso do Windows de lado, estou acabando por me tornar mais um entre os ignorantes deste sistema, no caso em específico, o Office. Só não sei se fico com orgulho ou com raiva disso. :P

Enquanto eu arrumava um crash de um computador, uma usuária me perguntou da melhor forma de se fazer alguns "truques" no Office. Respondi que iria tentar mesmo reclamando um bocado e retrucando do Windows.

Sei que a maior parte dos recursos avançados do Office são usados por raros usuários. Muitos perguntam se eu sei mexer no Access, sempre respondo negativamente, fico com raiva quando não acreditam em mim.

Para voltar a "manjar" melhor dessas coisas, novamente, vou instalar o OpenOffice aqui e reaprender as coisas. :P

segunda-feira, setembro 05, 2005

Rastro do Furacão Katrina

Impressiona-me a fragilidade do ser humano ante o poderio da natureza. Mesmo o país supostamente mais poderoso do mundo colhe a destruição de um fenômeno contra qual nada podemos fazer.

Pelo menos houve aviso de sua vinda, e a magnitude que chegou a ter. Infelizmente nem toda a população foi evacuada. Uns por desacreditarem no exagero do alerta, outros pelo medo de se perder os bens materiais que foram resultado de anos de trabalho, quer pelo furacão ou por ladrões, e mais alguns por estarem desprovidos de meios de fuga.

A maioria pelo menos pôde fugir, evitando-se uma tragédia ainda maior. Contudo uma tragédia ainda estava por vir. A cidade de Nova Orleans localiza-se a um nível abaixo do lago Ponchartrain e o Rio Mississipi, diques seguravam suas águas de invadir a cidade. Isso somado ao fato da cidade estar em uma conhecida rota dos furacões. Incrível essa calamidade não ter ocorrido antes. Bom não preciso dizer que eles romperam e inundaram a maior parte da cidade.

Mais isso ainda não foi o suficiente: a inércia do governo atrasou um plano de emergência para o salvamento das vítimas ainda no local. Isso porque supostamente deviam estar preparados para quaisquer forma de calamidade que pudesse acontecer por causa do onze de setembro. Mas não estavam preparados para um desastre para o qual não se pode culpar a não ser Deus, São Pedro(ele controla o vento também?) ou a Tempestade dos X-men.

Para piorar um tornado passou no sul do Brasil e castigou algumas cidades do RS, outro passou na ilha de Formosa...

Eu me pergunto, em que medida esses fenômenos naturais são resultados ou não no excesso de interferência da civilização na atmosfera. Efeito Estufa etc...Vai lá saber.

segunda-feira, agosto 29, 2005

Gripe do Frango - Parte 2

Por desinformação cometi uma injustiça no artigo anterior. O Instituto Butantan, com uma equipe liderada pelo Prof. Isaias Raw tomou a iniciativa de estabelecer uma unidade de produção de vacinas contra a gripe, isso no final do ano passado, antevendo uma possível epidemia.

No post anterior me baseei apenas em um artigo no Estadão. Você poderá verificar aqui (1) e (2)

Cuidado tem que ser tomado ao lermos artigos da imprensa de massa. Fiquei cismado com isso e fui verificar a informação. Espero que o Butantan consiga lograr a construção dessa unidade e possa, ao lado da produção de tantas outras vacinas e soros, ajudar no combate e prevenção de doenças.

O programa de vacinação da gripe ministrada aos idosos é resultado da pesquisa deles, utilizando-se de fragmentos inativados do vírus da gripe oriunda de outros países. Se o vírus do frango se mesclar com o humano e transformar-se numa variante mortal tal qual a epidemia de 1918 passando de pessoa para pessoa, espero que consigam fazer a vacina, independente do Tamiflu da Roché.

Alguns links abaixo:
[1] - Do site do Butantan;
[2] - Um sobre avicultura;
[3] - Site do Governo do Estado de São Paulo.

Podem ser falácias. Todos eles. hehehe. Bom, certamente o artigo que li no Estadão referente ao post anterior estivesse mau informado a respeito, ou não pesquisou direito o assunto. O complicado é que nem sequer citou a iniciativa do Butantan...

sábado, agosto 27, 2005

Braille

Ontem a noite eu estava cansado e navegando algures deparei sem querer num site sobre o assunto da USP aqui. Vi que havia nele um curso virtual. Por curiosidade, há alguns anos atrás eu observei a estrutura do código usado, vi que era uma combinação de seis pontos sempre.

Resolvi ler sobre o assunto para verificar se tem alguma lógica matemática entre as letras e números. Não tem, a única relação é o 26 possibilidades simbólicas, ou seja 63 possibilidades. Não é 64 porque o "zero" não representa nada, talvez o nosso espaço. Hummm, então conta sim. O detalhe é que eles consideram 63 hehe.

No site da USP, muito bem feito por sinal, há uma explicação sobre como tratar os cegos, o histórico de como nasceu o Braille e o mais importante um curso para baixar online, ambos em animação em Flash, sem uso de animações pesadas, rodou tranquilo aqui. Uma coisa que eu odeio é site com Flash "pesado".

Após cerca de duas horas, praticamente eu memorizei 90% dos códigos. Muito fáceis, não foi por acaso que foi o sistema adotado mundialmente. Bom, muitos irão perguntar por que raios fui estudar Braille? Um, resolvi aproveitar a empolgação do momento. Dois, sempre quis aprender Braille, desde a minha adolescência, junto com a linguagem dos surdos-mudos, este mais difícil. Três, estou lendo "devagar" o livro do José Saramago O Ensaio sobre a Cegueira que peguei emprestado de um amigo meu. ( Sim Lud, vou te devolver, sei que já estou muito tempo com o livro; calma, não sujei, não tem marca de dedo, gordura, orelhas, etc... )

O curso acima da USP não é tátil como alguns podem imaginar, mas visual, fazendo "bolinhas" cheias e vazias com caneta ou lápis. Mas disso para fazer aquela escrita "furada" é só um pulo. O mais difícil é adquirir velocidade de leitura e escrita, uma vez que vai requerer que o reconhecimento passe do córtex cerebral para o cerebelo. Se é que vai realmente para o cerebelo, estou só chutando. :P

Bom não espero me tornar cego algum dia, nem surdo ou mudo. Sempre achei interessante o aprendizado via "empolgação" mesmo que seja de pouca valia aparente. Agora, toda vez que eu vir o Braille em alto relevo, principalmente em elevadores novos( lugar que mais reparo que tem ) vou ficar tateando. E vou fazer uma visita quando possível da biblioteca em Braille existente no Centro Cultural São Paulo e fazer algumas leituras para ver como ando. :)

sexta-feira, agosto 26, 2005

Gripe Aviária - Avian Flu

Gripe do Frango, Bird Flu, Avian Flu/Influenza, tantos nomes para a mesma doença que está virando epidemia no mundo. E o Brasil não está preparado se isso começar a alastrar por aqui, uma vez que o Ministério da Saúde não tomou providencia alguma em fazer estoque do remédio contra ele, o Tamiflu( princípio ativo Oseltamivir phosphate ) da Roche.

Gripe originária do sudeste asiático, ouço falar dele há mais de um ano nos canais estrangeiros de notícia, no caso a CNNeca, foi se alastrando aos poucos, e hoje está virando pandemia. Essa variante ainda não contamina humanos, apesar de terem sido notificados alguns casos, o problema maior está na possibilidade desse vírus vir a formar uma variante que nos contamine por mutação ou por mistura com as gripes normais.

H5N1 é o nome do agente retroviral. Apareceu na Tailândia e no Vietnâ em 2003, inicialmente apenas atingia as criações de frangos. Os criadores, sob imposição ou desespero, incineravam os frangos doentes mortos. Sua asperção é pelo ar, como toda gripe. Não consigo imaginar um frango espirrando pois nunca vi, ou supostamente nunca reparei nisso. Essa matança fora insuficente para deter a disseminação, uma vez que inclusive as aves silvestres são reservatórios do vírus. O controle da epidemia se complica.

O H5N1 é derivado do Influenza original de 1918 o H1N1, descoberto na Espanha que se alastrou pelo mundo e causou uma pandemia desvastadora. Veja o link com uma tabela das epidemias de Influenza pelo mundo, em inglês.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Coyote Linux - Router

Há tempos eu estava para colocar um micro no lugar do roteador interno do modem do Speedy que tenho, um 3COM OfficeConnect 812 ADSL Router. Seu firmware é de 2001 e apresenta uma série de limitações. Como está descontinuado pela empresa, não tem mais updates.

Eu tinha pedaços de micros antigos espalhados por aqui. Então resolvi testar o Coyote Linux uma vez que há uma proposta de sua implementação num dos lugares onde ajudo a fazer manutenção de computadores. Preciso antes aprender a configurar e mexer.

A configuração do PC que montei consiste em uma mobo socket7 antiga, com um Pentium 133MHz, 40MB de RAM, placa de vídeo Trident 9440, um drive 3.5", 3 placas de rede, uma RTL8139D, um 3COM509 Etherlink III e uma NE2000 genérica. Claro o gabinete, apesar de eu ter pensado em montar sem, ia ficar uma bagunça e muito inseguro. E uma fonte AT 300W que tinha aqui. Ah, esqueci de dizer, o legal do coyotelinux é que roda a partir de um disquete.

Para o PCzim ficar silencioso, visto que não tem HD e placas potentes, montei o Pentium com um cooler de athlon sem ventilador, ficando apenas o dissipador de calor. Deixei-o underclocado a 100MHz e liguei o cooler da fonte no 5V ao invés dos 12V. Cheguei a usá-lo desligado, mas a fonte podia esquentar muito, então resolvi deixá-lo no mínimo. Realmente, fora o barulho do drive 3.5" quando precisa funcionar, o PCzim não faz ruído algum.

Configurei o modem ADSL em modo bridge, como foi instalado originalmente. Ainda preciso comprar um switch Encore da vida para separar as redes ( estou usando o hub vagabundo do modem, que tem 4 portas 10mbits ). Mas isso pode esperar.

O resultado está melhor do que esperava. Há um modo de configuração via SSH e via navegador. Quando puder, vou testar as outras alternativas de router: o Freesco,o LRP e o OS/2 Router. Todos de disquete.

segunda-feira, agosto 15, 2005

Renda Justa



Eu estava lendo um paper há pouco, e vi a interessante afirmação abaixo:


During growth, capital earns high interest as enterprises pay back loans and dividends. People with money have large incomes for which they did no work for the system. After growth, unearned income decreases. A system is more efficient if money is paid for real work.

Pensei em botar a tradução aqui, mas desisiti, vai que distorço a idéia. Que me perdoem quem não entende inglês pela minha escolha. É que a preguiça também conta, li papers o dia inteiro de hoje heheh.

quarta-feira, agosto 10, 2005

Socorro! Barril a quase US$65 hoje


Bons tempos quando custava metade disso...

quinta-feira, julho 07, 2005

Athlon 900


Finalmente consegui finalizar a troca do K6-2 pelo Athlon. Já não era sem tempo. Meu irmão levou o Athlon 2400+ dele embora sexta-feira da semana passada. Fará uma certa falta, mas quem vai sentir muito por isso foi meu sobrinho que não poderá mais jogar como antes. Coloquei meu velho guerreiro K6-2 366MHz no lugar o PC do meu irmão, agora ele será o micro de uso geral para os outros de casa, para uso de navegação, e-mails, Office, etc. Jogo nele será quase impossível, para a tristeza do meu sobrinho. Vamos ver se esse micrinho lento ainda tem algum folego. Pretendo trocar por um athlon também, mas só daqui alguns meses, provavelmente no ano que vem.

Equipei meu Athlon com algumas placas que eu já possuía: mobo MSI K7T266Pro2-RU, Vídeo Matrox Millennium G200, gravador de CDRW e o processador Athlon 900MHz Thunderbird - Phoenix revivido das cinzas :). Só tive que arrumar um gabinete, que peguei de um que ia para o lixo do meu amigo, uma fonte decente: a Seventeam ST420BKV e a memória DDR 512MB. Futuramente talvez eu venha a comprar uma Live! 5.1 ou 7.1...mas como tem o som onboard, não chega a ser prioritário. Usei como HD os que estavam no K6-2: uma Maxtor 30GB Diamondmax e uma Quantum Fireball lct20 40GB.

Inicialmente tentei usar Windows98 nele, começou a acontecer tanto GPF que me enchi e acabei instalando WindowsXP. Instalei Linux Debian e depois com mais cuidado o OS/2 Warp. Ainda vou demorar um pouco para o micro ficar como quero, mas com paciência chego lá.

Eu já tinha começado meio que xingar meu micrinho pois para tocar um vídeo divx o processamento ia para as alturas, tanto no WindowsXP como no OS/2. A única coisa que me deixou com pulga atrás da orelha foi ter experimentado o antigo player de DOS conhecido como Quickview que conseguiu a mesma coisa usando de 20 a 30% do processador, mas ele só funciona no Windows98 ou DOS puro, no WinXP não rola. Então que lembrei que no OS/2 havia um programa que eu havia registrado, o WarpOverlay! que junto com o WarpVision conseguiu reduzir a ocupação do processador de 80-90% para 20-30%...Fiquei maravilhado. Fica a questão, e no Windows? Sei lá e nem quero saber hehehe :)

Estou contente agora, os timeouts que aconteciam no Mozilla quando usava K6-2 não acontecem mais, os 512MB também ajudam bastante, mesmo num antigo Athlon 900MHz que também pode ser considerado como obsoleto para o mercado, mas está bom para mim, e serviria para maioria dos usos comerciais ( leia-se Office + navegação normais ) mas o mercado dita outra coisa, não vou entrar no mérito desse assunto... um papo sem fim...

segunda-feira, junho 20, 2005

Mad Max Real



Eu temo por isso. Não como no filme mas em algo parecido. Há cerca de 3 anos atrás que deparei pela primeira vez com ceticismo e descrédito nesse assunto controverso da área de energia. Tentei contradizê-lo várias vezes. A questão é conhecida pelo termo Peak Oil, ou no português como 'Pico Petrolífero'. Um dia ocorrerá em menos de 50 anos trará consequências devastadoras se não forem tomadas medidas que venham nos preparar para esse evento gradual. O problema maior está na produção de fertilizantes e defensivos agrícolas que permitiram sobrepujar a teoria prevista por Thomas Malthus. Praticamente toda a produção agrícola atual é extremamente dependente no petróleo, desde o uso de fertilizantes, uso de defensivos agrícolas para dirimir pragas, colheita, transporte para grandes centros. E para os dois primeiros não existe ainda método que substitua a produção, na pior das hipóteses podemos usar o carvão mas seu processamento para substituir os derivados do petróleo são caros e poluentes. E ele inclusive tem seu "Peak Coal" mais distante. Usar carvão vegetal? Tem baixíssimo rendimento. GNV? Peak Gas também existe. Biodiesel? Haja área de plantio para substituir toda a demanda de diesel. Mas quem sabe? Posso estar enganado, óleo de mamona? Que nasce e cresce em qualquer lugar?
Duro mesmo vai ser substituir toda a frota de automóveis particulares a gasolina para usar outro combustível. Transformar de o motor a gasolina para álcool ou GNV não requer modificações extremas como acontece com o diesel, que inclusive é conhecido como ciclo diesel por ser tão diferente do ciclo Otto ( gasolina, álcool e GNV )

O primeiro estudioso do tema foi conhecido como Marion King Hubbert, um geólogo americano que trabalhou na Shell e foi pesquisador da USGS ( United States Geological Survey ). Ele previu que o pico petrolífero dos poços dos EUA ocorreria na década de 1970 e divulgou isso em um paper em meados de 1956. Foi contrariado por quase todos seus pares. Até que em 1970, durante a crise do petróleo de 1973 percebeu-se que a sua previsão foi real e mostrou-se correta. De demônio passou a ser rei, e reconhecido. M.K.Hubbert faleceu em 11 de outubro de 1989 com 86 anos. Uma breve biografia aqui.

Falta o pico petrolífero do mundo, oficialmente ainda distante de 30 a 40 anos, mas usando-se a teoria de Hubbert o pico está previsto para esta década, antes de 2010. E essa previsão é cercada de muita controvérsia, uma vez que dados reais dos poços do Oriente Médio e da Rússia sempre foram indisponíveis por se tratar de um dados estratégicos.
A produção atual é de cerca de 85 milhões de barris/dia, os EUA consomem sozinho um quarto disso. O Brasil consome dois milhões/dia com a Petrobás sendo quase ou já auto-suficiente. Entretanto nossos poços também tem seu Peak Oil. Veja aqui um breve relato da Associação de Engenheiros da Petrobrás.

Mesmo que o Peak Oil não venha como um choque no mundo, ela ocorrerá em algum momento de nossas vidas, nessa primeira metade desse século. Melhor prevenir do que remediar. Energia Solar, Eólica, Nuclear ou qualquer outro que venha a ser descoberto dificilmente substituirá o ouro negro no setor agrícola. Se o 'worst case scenario' vir a acontecer, a 'Fome Zero' ficará ainda mais distante.

Um problema crescente e incerta é a folga que a OPEP pode ter de oferta diária, aliada às pressões crescentes de consumo pela China e Índia consequência dos respectivos crescimentos econômicos.

Prever o futuro é uma ciência nebulosa e complicada, cheia de variáveis. Muitos consideram o Peak Oil um grande SCAM da indústria petrolífera, outros dizem que a Guerra do Iraque teve como pano de fundo esse problema, com uma possível 'crise de oferta' do óleo, vai lá saber.

Hoje verifiquei que o barril estava cotado a US$58/barril na sexta-feira. :(

Precisamos de OILIX, precisamos de um Dr.Kio Marv. Faz-me lembrar do jogo Metal Gear2 Solid Snake do MSX, que tratava disso, um jogo de um computador de 8bits antigo, mas muito bom. Pena que OILIX seja ficção.

sábado, junho 18, 2005

Pentium 4 3.4GHz Northwood


Estou editando esse blog agora num PC com esse processador! Foi a primeira vez que fiz manutenção em um micro P4, e até agora, depois do conserto ( troca de placa-mãe ) estou fazendo alguns testes de estabilidade e rodando distributed.netc em background, não é a melhor opção mas serve para "esquentar" o processador para ver até onde chega.

Bom vou começar do princípio. Eu e um amigo meu recebemos um pedido da prima dele ( que está no exterior ) onde um conhecido dela estava tendo problemas com um computador. A única informação que ouvimos foi que um raio danificou e o computador parou de funcionar. Até aí passou um mooonte de possibilidades na minha cabeça.

Ficamos de receber o computador via correio, o que nunca ocorreu, talvez insegurança do proprietário, não tiro a razão. Afinal ele não morava tão longe assim, é de uma cidade da Grande SP.

O dono trouxe o micro em uma bolsa e o gabinete envolvido com plastibolha. Imaginou que fosse uma loja ou alguma oficina de manutenção. O local era neutro, embora fosse um dos ambientes de nosso trabalho. Eu havia chegado primeiro, vi o micro, ouvi novamente que foi um raio que provocou o defeito. Fiz cara feia ( de arrepio ), a namorada do cara respondeu "não faz essa cara!". O que eu poderia fazer? Ficar indiferente? Eu esperava o pior dos piores ( tipo HD furado, placa fumada, preta, etc ). Logo depois chegou meu amigo, conversamos e o proprietário retrucou com um tom de ameaça:"se vcs por acaso sumirem com meu micro, vou atrás!". Por pouco não respondemos: "se é assim, leve seu micro de volta!". Afinal de contas estávamos ali a pedidos de terceiros, sob indicação, e de um parente. Ele esperava o que? um papel com Ordem de Serviço? ou um Termo de Responsabilidade ou observações do Código de Defesa do Consumidor? Cada uma que temos que aturar.

Levamos o computador no nosso local de trabalho e desempacotamos e descobrimos o porquê do receio do cara, um micro relativamente caro, comprado no jp segundo a prima de meu amigo há cerca de um ano atrás. Segundo ela, o micro passou por avaliação em três lugares ( possivelmente não fossem lojas de manutenção de PCs, mas pessoas com nós, mortais adoradores de AMD, e provavelmente os outros que tentaram consertar estavam na mesma situaçã apesar de ser uma suposição muito ruim de minha parte hehe. O gabinete é todo estilizado, com luzinhas e coolers transparentes. Veja aqui uma foto dela:

Abrindo o gabinete percebemos o receio que passou antes de nós, é um Pentium 4 rápido, equipado com 1GB, motherboard ECS (éca!) 648FX-A

uma placa de vídeo ASUS V9520 HomeTheater

com entrada e saída de TV e vídeo em NTSC, na verdade uma GeForce FX5200 turbinada...com um nome diferente,uma Live! 5.1 e um HD de 200GB Seagate. Pode não ser top de linha hoje, nem talvez na época, mas é uma configuração boa para um Winuser mortal. Deixo para o leitor imaginar o preço desse bicho, que mesmo no jp não deve ter sido barato.

Ligamos o micro, o LEDzinho interno acendeu, mas nada de ligar no botão de power, nem cooler, nem piu, nem beep, nada.
Começamos testando as placas de vídeo, de áudio e as memórias. Percebemos que não havia nada de errado nelas. Testamos a fonte inclusive, mas nada nele, também estava normal. Sobrou o processador e a mo bo.

Não tínhamos mobos Pentium para testar, nem processadores P4. E nenhum conhecido próximo que se dispusesse a testar para nós, coisa arriscada claro, quem em sã consciência deixaria usar uma placa funcional para testar? Tivemos que apelar, a loja onde meu amigo costuma comprar hardware e de sua confiança.Fomos lá, o papo rolou solto ( para descontrair e ver se ele nos faria o favor de testar para nós. Após três horas de espera ( tratando do HD defeituoso dele inclusive, e esperando os outros compradores ) ele quebrou nosso galho. Levamos para a ala técnica e nada do micro "subir" (funcionar ou ligar). Cogitamos a BIOS corrompida, ele chegou a regravar ( de graça - claro que cobraria algo se adiantasse ) mas não resolveu. O dono da loja deixou pegarmos uma placa-mãe para testarmos o processador, e pimba, funcionou. Ainda bem que ele não tinha ido pro beleléu.

Decidimos trocá-la pela essa mobo mesmo, a ASUS P4P800-X


Passamos o orçamento para o proprietário, que ficou de consultar os pais acho.
E ontem pegamos a placa na loja. Remontamos o micro funcionou de primeira ( fez beep ), liguei o monitor e coloquei o CD do KuruminLinux para teste o PC ainda está sem HD, onde precisamos fazer uma cópia dos documentos e fazer cópia de restauração. É grandinho, mas pelo menos estava quase vazio...

Aprendi a manusear um Pentium4, retirar o cooler ( que s�o diferentes dos Athlons normais, mas parecidos com os Athlon64 ). Estou rodando dnetc e para minha decepção está fazendo 12.5 Mnodes/s, eu esperava mais que isso. Meu Athlon 2400+ faz 17 Mnodes/s do OGR-25. E um Athlon 1000 fazia 7 Mnodes/s, Então o P4 faz o mesmo que um Athlon de metade do valor PR? Porque se levar em consideração o clock real, ficaria pior, o PR é maior. Que lástima para um P4 3.4GHz Northwood, com 1GB dual channel. Isso no Linux, possivelmente no WindowsXP teria um desempenho próximo e provavelmente levemente inferior. Antes que alguém alegue que ele esteja underclockado por aquecimento, eu botei o dedo no cooler ( está com gabinete aberto ) e nem chegou a queimar, ou seja não passa dos 40 C no cooler, e provavelmente o Pentium4 não esteja muito acima disso, talvez uns 50-55 C.

Muito bom ter mexido num Pentium4. Apesar dos pesares. O que fica é o aprendizado. Falta ainda eu ver como ficaria com o rescurso HT, não sei se esse P4 tem, se tiver, minha decepção só aumentaria, hehehe.

Montei esse micro essa noite, com uma baita dor-de-cabeça por causa da comida que comi (gordurosa) no jantar. Mas como eu estava me divertindo, consegui fazer na boa. Falta a parte chata e provavelmente monótona, instalar WindowsXP e Office....irga.

domingo, junho 12, 2005

Athlons que Ressucitam


Há cerca de oito meses atrás peguei um computador da namorada do meu irmão para arrumar, novembro do ano passado. Não estava funcionando segundo ela pela descrição feita pelo meu irmão. Falei para trazer para eu dar uma olhada, mal sabia eu na encrenca e do aprendizado que estaria por vir.

Ligando reparei que a IDE estava desabilitado na BIOS, por isso o micro não entrava no Windows. Modifiquei e voltou a funcionar normalmente. O micro é um Athlon 1GHz.
Resolvi fazer um teste com uma outra placa-mãe que eu tinha para fazer uma atualização de BIOS, uma MSI K7T266Pro2-RU. Percebi que não funcionou. Ele tem um sistema de diagnóstico via quatro LEDs. Todos ficaram vermelhos, indicando problema no processador. Suei frio, porque quando o instalei, o gabinete apertado me obrigou a deslocar levemente o cooler, hoje sei que isso é uma coisa que não se deve fazer, mas como na época eu quase nunca havia manuseado um athlon ( minha única experiência se resumia em uma troca de cooler do athlon 2400+ do meu irmão ), pensei que fosse um procedimento inofensivo.
Bom, voltando, tremi na espinha, botei o Athlon 1000 de volta para a mobo original, um PCChips M817, tocou um mooonte de beeps. Tremi mais ainda. Limpei o athlon para poder observar se algum dano no core e vi que os cantos e uma parte de sua aresta estavam lascados, sem pedaço. Pensei: "xiiiii, estraguei". O deslocamento do cooler provavelmente danificou os cantos, imaginei. Eu tinha um dinheirinho, resolvi comprar outro Athlon em algum leilão como o Mercadolivre ou arremate. Acabei encontrando um Athlon 900MHz no arremate por um preço razoável. Chegou dali uma semana. Botei no M817 da namorada do meu irmão e os mesmos beeps. Fiquei com muita raiva, pensei que comprei gato por lebre: um athlon com problema vendido com preço de um funcionando.

Passaram-se oito meses, nesse meio tempo, mexia e nada vez ou outra. Eu não me atreveria a testar com o Athlon 2400+ para correr mais riscos, por isso fiquei todo esse tempo com o Athlon 1000 parado ( para variar no meu museu de CIs ) e o Athlon 900 ficou na M817. Nesse último mês "ganhei" uma placa-mãe supostamente com defeito ( o dono deixou escapar a chave de fenda do cooler e acertou uma trilha e de raiva quis jogar fora, eu peguei), dele também ganhei uma ECS K7SEM. Com três placas-mãe (K7SEM, K7T266Pro2-RU e K7S5A e a mortífera M817) à mão e supostamente nenhum processador sobrando, resolvi testar, nem que fosse para ouvir beeps com o Athlon 900. E qual não foi minha surpresa que a K7S5A bootou e mostrou a tela de POST reclamando que não tinha teclado nem onde fazer boot, e pensei:"não é possível que o processador tenha voltado a viver. Eu o retirei do K7S5A e botei de volta na mortal M817 ( a da namorada do meu irmão ). Eu instalei tudo de volta e comecei a instalar WindowsXP e OfficeXP, até o momento que resolvi instalar um RTL8139 que por coincidência ou não, fez o M817 voltar com a mesma sequência de beeps indicando processador defeituoso. Pensei:"Justo depois de 2h instalando todas essas tralhas? Que droga!".
Fiquei imaginando que fosse algum mau contato, etc. Até que peguei o Athlon 1000 que tinha ficado no meu museu de CIs antigos e botei ela no K7SEM ( que não tinha testado ainda ). E para a minha surpresa, também estava funcionando.
Então caiu a ficha, a "M817 killer" estava meio que matando temporariamente qualquer athlon que nela fosse utilizado. Não sei exatamente a causa, talvez voltagem incorreta, sei lá.
Coloquei esse Athlon 1000 no K7SEM e recomecei a maratona de instalação de WindowsXP e OfficeXP. E como previsto, rolou tudo bem, deixei muitas horas rodando distributed.net e sem problemas. O processador estava esquentando muito, resolvi instalar um cooler VCOM grande no lugar do original podrinho que estava, que está mais para cooler K6-2 do que para Athlon. Sofri um pouco para encontrar o driver da placa de modem, mas encontrei. Esse modem não tinha descrição nem o número FCC para ajudar, mas o CI principal ( o maior deles ) estava escrito "Ambient". Fui no Google, e botei "Ambient modem" retornando modem intel com o código do CI. Instalei e ainda falta fazer o teste com linha telefônica. Enfim, o micro está pronto para o meu irmão devolver para a dona original.
Disse para meu amigo que a "porrada" com chave de fenda na trilha apenas afundou e que o mesmo ainda funcionava. Cheguei a raspar a trilha com uma chavinha para ver e testar com um multímetro, e estava normal. E o desgraçado PEDIU A de volta. Bom, como sou um bom amigo, e por outros motivos, aceitei devolvê-lo, enchi muito o saco dele, mas devolvi. Afinal, ele precisa muito mais de uma placa de reserva que eu, ele só tem o micro dele, eu tenho dois aqui. E apesar que ele vá deixá-lo encostado, fica para testes de hardware, afinal ele já tinha me "presenteado" com a K7SEM funcional.

Não posso afirmar que o problema que passei como algo que ocorra com os outros Athlons e mobos, entretanto constitui-se numa possibilidade, nunca encontrei relatos parecidos com o meu, não fiz busca exaustiva nos fóruns de hardware ainda, nem sei se terei paciência, mas para quem mexe com hardware, fica a dica, do athlon que morre mas pode voltar a viver.

Bom, logo logo terei meu Athlon 900MHz funcionando no lugar desse K6-2 lerdo, preciso comprar uma fonte nova ( não vou economizar nesse quesito ) e uma memória DDR 256 ou 512MB.
Ainda vou demorar um pouco....vida sem muito dinheiro é complicado heheh.

segunda-feira, maio 09, 2005

Windows podre



Uma asserção:


Windows sucks
O Nero ficou doido, e perdi um CDR, e já fazia tanto tempo que não usava que tinha esquecido disso. Preciso reinstalar o Windows do zero.


Sim, faz tempo que não posto nada. Eu sei disso. :-P
E está ficando sacal demais continuar usando K6-2, a lerdeza dele complica até para eu ver sites aqui na internet. Que raiva. Muito Flash, Java, HTML pesado. Tem o athlon aqui do lado, mas não estou afim de desfazer desse K6-2, talvez eu o encoste qdo montar meu athlon e voltando a ter HDs e etc para ele, volto a usar.

domingo, março 20, 2005

Opiniões


Recentemente pude presenciar o que é conhecido como flamewar em uma lista de mensagens da qual eu faço parte. Foi uma disputa recheada de exageros por parte de uns, e consequentemente penalidades por parte de moderadores. Isso é o planeta internet, aqui no mundinho Brasil, especificamente relacionado ao antigo microcomputador MSX.

Fico imaginando se essas mesmas pessoas que entraram em afronta nesta lista de mensagens se levariam ao calor da emoção como fizeram. Pode ser que sim, pode ser que não. Dependeria muito do temperamento de cada um. Mas como chegou a ficar, muito dificilmente. Mas se acontecesse, não ficaríamos muito longe de uma agressão física provavelmente.

Quando o nervosismo turva a mente, pouco podemos esperar do racional, e então o caldeirão para brigas é formado. Principalmente se estivermos em locais públicos. Como costuma acontecer em danceterias e/ou bares em todos os recantos do mundo.

Mas se fosse no quintal da casa de algum dos participantes, a possibilidade de tal afronta pode cair bastante, mas não o torna impossível de acontecer.

Infelizmente conflitos sempre fizeram parte da humanidade, vide as guerras...triste.

domingo, março 13, 2005

...



Pois é, como muitos notaram, faz tempo que não tenho escrito nada por aqui. Fatores foram muitos. Não irei citá-los por considerar sem propósito.

Ufff! Que calor está hoje. Quase insuportável hoje, pelo domingo. Bom para aqueles que estão à beira de uma piscina ou na praia, sofridos os muitos outros em suas casas, sob o sopro de um ventilador ou de um abanador. Alegria daqueles que têm ar-condicionado em casa, eu até tenho um, mas é meia boca, e não está no meu quarto, aqui ao lado do computador.

No presente momento estou realizando uma reinstalação do debian, uma vez que a anterior estava com um comportamento estranho, sem saber se o motivo era por ter usado o miniCD do debian ou se foi algo que fiz de errado. De qualquer forma não acho ruim, posso analisar como está meu HD e fazer faxina.

Recebi um HD defeituoso de um amigo meu, um Seagate de 10GB ST310212A. Tentei fazê-lo funcionar de todas as formas, sem sucesso. Notei que os componentes da placa eletrônica apresentam um aquecimento meio exagerado. Instalei um dissipador de calor no que ficava mais quente, sem sucesso também. Possivelmente foi submetido a tensões fora de especificação. Baixei um utilitário do site da seagate, no way.

Vou guardar para ver se consigo algum resultado futuro. Preciso encontrar meu HD de 8.4GB que "se escondeu" em algum lugar aqui no meu quarto hehehe.

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Viagem no Tempo - um tempo



Deixei meu blog aqui meio parado, gostaria de continuar com meu conto sobre viagem no tempo, entretanto o modelo que venho usando não está funcionando muito bem para mim, de escrever à medida que desenvolvo a história. Decidi escrever tudo de uma vez e publicar depois, mesmo que aos poucos. Um blog n&aatilde;o com posts de ordem inversa fica um pouco ruim. Seria o mesmo que dizer o fim antes do começo.

Retomarei meus "posts" normais, assuntos do cotidiano e meus pensamentos. Meu conto publicarei em um blog separado ou aqui mesmo, com a sequencia normal do começo para o fim em um "link" do lado possivelmente. Não é meu propósito fazer dela uma novela, mesmo porque já há novelas demais só na TV heheh.

domingo, janeiro 16, 2005

Viagem no Tempo - Parte 3


Entre diversas possibilidades de viagem no tempo, eu fui escolher justamenteir para o passado. Decerto a escolha maciça seria o inverso da minha,com alguns com a mesma escolha que a minha. Será? Não posso me acercar de certeza de tal afirmação, pois está mais baseado em uma suposição do que uma constataçãoreal a partir de uma pesquisa de uma população de pessoas. Talvez uma estatística desse tipo exista em algum site da internet, mas nunca encontrei uma.

Voltando a minha realidade, enquanto caminhava pelo mato, lembrei de
um amigo meu. Muitas vezes ele afirmou dizendo que uma vez estando no passado do Brasil, aproveitaria para ficar rico. Qual a idéia dele? Ir para MG, procurar por pepitas de ouro na região de Ouro Preto. Pensei na idéia. Mesmo sendo uma transgressão total de meus objetivos dessa jornada ao passado do Brasil. Ir para lá já seria uma grande aventura, embora provavelmente já exista um caminho a partir de Rio de Janeiro, passando por Petrópolis. O duro é que fazer isso seria uma loucura, o Rio já é longe daqui de São Paulo, ir para Ouro Preto então...Preciso ter mais treinamento de sobrevivência na selva e saber me alimentar das coisas que encontrar pelo caminho, a não ser que eu consiga fazer parte de alguma expedição de exploradores que estejam preparados para tudo isso.

Continuei ainda na minha pretensão de levar uma vida solitária mesmo nesse tempo antigo. Sob muitas circuntâncias, sempre tive uma vida relativamente solitária mesmo estando cercado de pessoas, na cidade, na universidade ou mesmo na família. Neste último, por força de circunstâncias, sou mais cooperativo. Entretanto de uma maneira geral sou isolacionista. Resultado de uma certa rebeldia de minha parte, que aqui nos tempos antigos percebo que pode colocar em cheque minha sobrevivência, em caso de eu sofrer algum acidente, ou mesmo uma necessidade onde um grupo poderia ajudar melhor, o que atrapalhava certamente seria a dificuldade de conviver com essas pessoas, mesmo usando uma mesma linguagem, certamente eu perceberia que notariam diferenças de pronúncia/sotaque de minha parte, do século XX/XXI e eles, XVII. E certamente eu encontraria pela frente, pessoas com a formação educacional muito mais restritas aqui do que do meu tempo. Talvez o único grupo onde poderia ter algum tipo de discussão mais forte no sentido intelectual seriam os jesuítas ou algum líder bandeirante.

Preciso aprender a ser mais tolerante, sem transparecer excessiva flexibilidade que me leve a instabilidade.