domingo, janeiro 16, 2005

Viagem no Tempo - Parte 3


Entre diversas possibilidades de viagem no tempo, eu fui escolher justamenteir para o passado. Decerto a escolha maciça seria o inverso da minha,com alguns com a mesma escolha que a minha. Será? Não posso me acercar de certeza de tal afirmação, pois está mais baseado em uma suposição do que uma constataçãoreal a partir de uma pesquisa de uma população de pessoas. Talvez uma estatística desse tipo exista em algum site da internet, mas nunca encontrei uma.

Voltando a minha realidade, enquanto caminhava pelo mato, lembrei de
um amigo meu. Muitas vezes ele afirmou dizendo que uma vez estando no passado do Brasil, aproveitaria para ficar rico. Qual a idéia dele? Ir para MG, procurar por pepitas de ouro na região de Ouro Preto. Pensei na idéia. Mesmo sendo uma transgressão total de meus objetivos dessa jornada ao passado do Brasil. Ir para lá já seria uma grande aventura, embora provavelmente já exista um caminho a partir de Rio de Janeiro, passando por Petrópolis. O duro é que fazer isso seria uma loucura, o Rio já é longe daqui de São Paulo, ir para Ouro Preto então...Preciso ter mais treinamento de sobrevivência na selva e saber me alimentar das coisas que encontrar pelo caminho, a não ser que eu consiga fazer parte de alguma expedição de exploradores que estejam preparados para tudo isso.

Continuei ainda na minha pretensão de levar uma vida solitária mesmo nesse tempo antigo. Sob muitas circuntâncias, sempre tive uma vida relativamente solitária mesmo estando cercado de pessoas, na cidade, na universidade ou mesmo na família. Neste último, por força de circunstâncias, sou mais cooperativo. Entretanto de uma maneira geral sou isolacionista. Resultado de uma certa rebeldia de minha parte, que aqui nos tempos antigos percebo que pode colocar em cheque minha sobrevivência, em caso de eu sofrer algum acidente, ou mesmo uma necessidade onde um grupo poderia ajudar melhor, o que atrapalhava certamente seria a dificuldade de conviver com essas pessoas, mesmo usando uma mesma linguagem, certamente eu perceberia que notariam diferenças de pronúncia/sotaque de minha parte, do século XX/XXI e eles, XVII. E certamente eu encontraria pela frente, pessoas com a formação educacional muito mais restritas aqui do que do meu tempo. Talvez o único grupo onde poderia ter algum tipo de discussão mais forte no sentido intelectual seriam os jesuítas ou algum líder bandeirante.

Preciso aprender a ser mais tolerante, sem transparecer excessiva flexibilidade que me leve a instabilidade.