segunda-feira, dezembro 19, 2005

Cognição Imperfeita

Um post anterior antigo citei que é melhor não fazer ou às vezes nem começar um projeto "imperfeito". Claro que há a possibilidade de mudanças no meio do caminho e tornar perfeito aquilo que supostamente terminaria imperfeito, que costumamos chamar de "meia-boca" em um tom meio vulgar.

O julgamento a priori da possível imperfeição de um ato ou de um projeto pode ser também resultado da imperfeição cognitiva, de um menosprezo de conceitos e de valores ou pior o desprezo de capacidades. Tanto a nível pessoal como a nível grupal, a população de uma cidade ou de uma nação. Uma batalha entre idealistas, derrotistas e indiferentes.

Os excessos e extremismos de cada um desses três "times" são os piores. Cada um criando o que meu grupo de amigos chamamos de "futuros do pretérito", noções e abstrações irreais do futuro já predestinadas a excessos e conseqüentes fracassos.

No cerne disso está o problema cognitivo, um pobre ou excessivo grau de imaginação, estendendo-se muitas vezes à falta de diálogo entre partes e entre dissidências comuns entre grupos. Ou até em uma individualidade, uma pessoa que tenha dentro de si facções de pensamento, resultado de inseguranças ou devaneios heróicos.

A formação também faz sua parte, contribuindo positivamente ou negativamente. O primeiro quando é utilizado de modo a evitar erros do passado, reinvenção "da roda". O segundo quando pré-julgamos e não deixamos acontecer aquilo que poderia dar certo, por medo, por insegurança e pelo risco.

Nisso tudo entra também um outro fator, a inveja. Entre pessoas, grupos, classes, facções e até nações. O invejoso obstruindo o invejado. Intrigas, dificuldades uma série de fatores que impedem um de crescer e melhorar por causa do invejoso.

Superando esses problemas acima, entramos em um outro fator: o limite imposto pela natureza.
Um crescimento ad-eternum entrará em choque com os recursos naturais disponíveis. Energia, insumos minerais, petróleo.

Mas ilimitado é a engenhosidade e a criatividade humana e a energia solar. Resta saber como iremos dosá-los bem sem que nos percamos no caminho.

Alguns podem considerar esse post uma obviedade, mas eu o fiz como um exercício de pensamento meio filosófico de alguém que nunca chegou a cursar filosofia em uma escola.

domingo, dezembro 18, 2005

Defrag do Windows e Pique de Luz

Combinação indesejável. Aconteceu comigo hoje, enquanto rodava defrag do Windows98SE. Lei de Murphy , eu nunca rodei essa desgraça justamente por causa disso, desde que reinstalei o windows no meu micrinho K6-2 em julho.

Não sei qual arquivo ficou corrompido. Executei porque o coitado andava meio lerdo e para melhorar um pouco decidi fazê-lo. Bom, se algo ficar muito errado nele, terei que reinstalar o Windows. Se eu ficar com muita raiva, eu talvez faça um upgrade dele para athlon, vai ficar capenga, mas pelo menos fica mais rápido. Mas estou esquecendo de duas coisas: preciso de fonte e gabinete se eu quiser fazer isso. Talvez eu compre esses dois usados de sobra de montagens de micros, quem sabe.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Praia

Fui para casa de praia de meus pais ontem e voltei hoje, um quase 'bate-e-volta'. Muitos podem estar imaginando: "que folgado, na praia no meio da semana". Folga nada, desde janeiro que não ia lá, sabia que tinha alguns consertos para fazer, no caso era uma coisa simples: trocar o mangueira de gás do fogão, vencido desde 2002. Argh!

Chegando lá, um segundo problema para resolver, a porta de entrada do apartamento duro de abrir. Segundo meu pai ficou duro depois do término da pequena obra de desmanche de um pedaço da parede da sala do lado da porta. Provavelmente a porta foi retirada e reinstalada. Até então a porta estava normal. Não sei se foi o pedreiro que instalou errado, teve dificuldades e recolocou-o na base da porrada. Olhando para a porta, eu passei lubrificante nas dobradiças imaginando que voltariam ao normal. Voltou nada! Continuou duro do mesmo jeito.

Ao sairmos para almoçar, vi a dificuldade de meu pai com essa porta, ele segurava na metade ( a 45o ) e fechava com tudo. Na hora fiquei imaginando que se continuasse assim, cedo ou tarde ou a maçaneta quebraria, ou a porta inteira iria estragar ( a porta é oca, não é maciça ). O pior nem era isso, é ficar fazendo isso no meio da noite, depois das dez da noite, com o estrondo. Tudo bem que de semana não tem quase vizinhos, mas e os finais de semana e depois? :-P E na volta, vi meu pai abrindo com a mesma brutalidade oposta, na base do 'arrombamento' com o ombro. Justamente ele que está fazendo quimioterapia ( ih, preciso contar isso aqui no blog ). Qualquer dia desses vai ser o ombro dele que vai pedir curativo.

Bom, vi que o lubrificante não fez efeito nem depois de 2h, reparei então o óbvio, a porta estava torta também 'pegando' na parte de baixo e olhando melhor, comparando com as outras duas dobradiças, a de baixo estava 'empenada'. Resultado de alguma dificuldade de recolocação do pedreiro ou de quem fez a 'arte' somado a algumas porradas que fazem nesse tipo de situação. Tentei também algumas outras porradas, peguei o martelo e uma chave de fenda grande, e fui batendo na dobradiça numa tentativa de desempená-la, sem sucesso. Nem saiu do lugar. Hehehe.

Prevendo o sofrimento com a porta, fui trocar a mangueira de gás. Quando comprei a mangueira, recusei as abraçadeiras que o vendedor ofereceu pois supus que o diâmetro do antigo fosse igual ao do novo. Trocando a mangueira, vi que o antigo não era duplo e nem tinha a malha entre elas de segurança, como o novo, obrigatório segundo a NBR 8613/99. E descobri que as abraçadeiras 'velhas' não serviam para essa mangueira nova.

Voltei para a loja de ferragens onde comprei a mangueira, pedi um par de abraçadeiras, R$0,80 cada. Aproveitei e comprei um jogo de dobradiças, vi que as de aço normais iriam enferrujar com o tempo, acabei escolhendo as de latão, dobro do preço, a R$19,90 o jogo com 3. Ainda bem que a furação para os parafusos é padrão, na maioria dos casos.

Instalei as abraçadeiras, e então fui para a porta, como comprei as dobradiças, desisti de recuperar as velhas, quando fui raspar a tinta junto aos parafusos, vi o drama, tudo enferrujado ou meio enferrujado. Maresia, fazer o quê. Justamente essa porta onde em dias de muito vento chega até a assobiar com o fluxo de ar na fenda inferior e junto ao batente, esse último chegava a ficar preto de tanto vento que passa. Não era preciso fazer muita força para se imaginar sobre as dobradiças, mas nunca pensei neles. Nunca empenaram mesmo, Pintaram por cima. Gozado não ter empenado antes, talvez tenha enferrujado depois da obra do pedreiro, onde até então estava protegido sob a tinta a óleo da porta.

A maioria dos parafusos foram fáceis de tirar, entretanto os mais enferrujados foram duros de desparafusar sem espanar. Raspei a fenda de todos eles antes de eu retirar, a tinta estava sobre todos eles. Não podia arriscar espanar nenhum, não sabia em que nível estariam oxidados. Primeiro retirei os parafusos junto à moldura da porta, é duro retirar parafusos de pé sem poder usar o peso do corpo, ainda mais os que estão na porta. Calcei a porta para não forçar nenhuma delas com o peso próprio e fui desparafusando devagarinho.

Uma vez a porta retirada, deitei-o na sala e comecei a segunda parte, os parafusos junto à porta. Sete deles eu retirei com alguma dificuldade, mas os dois últimos, os junto à dobradiça empenada, foram difíceis. Sofri, chamei meu pai para segurar a porta para que não tombasse, uma vez que estava usando as duas mãos com a chave de fenda envolta com uma toalha úmida de modo a aumentar o 'torque' aplicado. Senti falta de minha chave de fenda de fenda que uso especificamente para isso, que tinha ficado em casa em São Paulo. Na hora imaginei: "por que esses parafusos não eram torx?" hehehe. Depois de meia-hora ou mais, consegui retirá-los. Eu quase desisti com receio de espanar, pq aconteceu de escapar umas duas ou três vezes, espanou mas foi pouco, ainda bem.

Instalado as dobradiças de latão, junto com os parafusos de latão também, fui instalar a porta no seu lugar, calcei a porta para não forçar e meu pai do lado olhando se não tombava ou mexia muito da posição que deixei. Fui apertando devagar também, não podia espanar esses parafusos de latão. Deixei-os levemente frouxos, e fui testar o fechamento dela. Muito bom, não raspava no chão e nem na moldura dela. A fechadura continuava na posição, junto com a fechadura tetra logo acima. Apertei todos eles até o final sem forçar muito. E pronto. Estou com o pulso levemente dolorido por conta do esforço de desparafusar os 'difíceis'.

Cheguei a imaginar como nós iríamos dormir sem a porta da frente hehehe. Ainda bem que terminei sem ter que serrar coisa nenhuma.

Ao dormir, fui para o quarto de meus pais e vi que o rádio-relógio não funcionava. Achei estranho, perguntei para meu pai e disse que deixa sempre ligado. Não estava afim de consertar nada, estava cansado, fui tentar deitar. Mas estava sem sono, fui ver um pouco de TV ( meu pai assina SKY lá e tem History Channel que não tenho aqui heheh ) então resolvi consertar do desgraçado. Entrei no quarto novamente, sabia que ainda estavam acordados uma vez que percebi que conversavam baixinho. Puxei, despluguei da tomada e disse na hora: "aposto que é alguma bobagem ou é efeito da maresia". Olhei, e vi que ele usava parafuso hexagonal. Como não tinha chave para isso lá, pensei: "xi, ferrou". Quando vi que a chave seletora de voltagem estava no "meio", peguei algo pontiagudo e botei em 110 e liguei, pronto, voltou a funcionar. Voltei para o quarto, 5min depois, disse o que era para meu pai que estava pronto, antes dele perguntar o "milagre" que fiz, disse o que era, ele não acreditou hehehe. Sei lá quem aprontou, Lucas não é de fazer esse tipo de coisa, vai ver alguém tentou algo e aconteceu isso. Mas deixa para lá, para quê ficar procurando quem foi que fez isso? Hehehe.

Não entrei na água, andei um pouco na orla, mas só quando fui na loja de ferragens. Passei onde havia uma lanhouse onde fui algumas vezes ( em janeiro funcionava ) e vi que estava fechada para minha tristeza. Era meia-boca, mas era a única da região. Apesar do aparente trampo que tive, achei divertido. :)

quinta-feira, dezembro 01, 2005

BIOS de Controlador Adaptec AHA-2940AU



Tive muitos problemas de falhas de boot com esta antiga controladora SCSI. Atualmente emprestada para uso do scanner de um amigo meu, estou sem HD ou periféricos que a use no momento, às vezes até esqueço que está com ele que daqui a pouco vou cobrar aluguel. Ou pior, ele vai fazer usucapião dele. :-P
Bom, comprei essa placa em 1997, na época adquiri um HD SCSI também de 2.1GB que hoje não funciona direito, está no minha caixa de 'quase junk' hardware. Abusei muito dele, apesar que tenho a impressão que ele foi rejeitado de teste de qualidade da Quantum. É um Fireball, não lembro do modelo. Tenho um HD de 1.2GB igualmente antigo, um ano mais velho inclusive, um Quantum Fireball TM. E até hoje ele funciona sem problemas. O que me leva à suspeita do outro. :-PVoltando à placa, ela apresentava travamento no boot durante a detecção do HD, falhava uma vez em cada 5 aproximadamente, o que eu achava muito alto, mas como não tinha como desligar e era o único HD no meu PC na época, tinha que agüentar.
O atual usuário (quando é que vc não vai mais precisar dele? Quando eu não precisar mais!) da minha placa também se queixou do travamento de BOOT. Então ele disse que no trabalho dele havia uma placa idêntica, mas de BIOS mais atual. O meu é a BIOS v1.21, essa que ele via era uma v1.30. Segundo relatos que vi na internet essa atualização não tinha mais esse travamento de boot. Então decidimos dumpar a EPROM existente nela. Procurei por dias a fio sobre uma tal v1.34 na internet, mas as que encontrei não tinham muito a ver. E nem essa v1.30 eu encontrava.
Combinamos o dia, ele levou a placa "emprestada" do laboratório dele. Fui lá na casa dele e levei meu gravador de EPROM Willem. Tive problemas de 'osmar' no micro onde eu estava usando junto ao conector PRN, cheguei a pensar que fosse problema da fonte ou do cabo, mas aí depois de muito bater a cabeça, descobri que era conector sujo do micro dele. Uma vez limpo, gravei uma EPROM, testei na placa e pimba! Funcionou. Não sei qual a política adotada pela Adaptec, mas não existe a BIOS atualizada dessa placa disponível nos moldes das existentes para placas-mãe. Como nunca vi essa bios v1.30 na internet e o suporte da Adaptec aparentemente ignora qualquer tentativa de pedido de atualização, vou disponibilizá-la aqui Pensei em botar uma versão em inglês desse post, mas acho que quem procurar pelo google e chegar aqui vai entender mais ou menos como fazer. :-P
Link to Adaptec AHA2940AU v1.30 BIOS here.