segunda-feira, dezembro 18, 2006

Uma impressora HP que me sujou

Quem tiver uma HP930C cuidado! Nunca a deixe de lado, de ponta-cabeça ou qualquer outra posição que não a normal, cometi esse engano e minutos depois uma poça de tinta se formou no sofá onde a deixei, e quando reparei, a minha mão já estava "carimbada" de tinta também.

A impressora em questão já havia sido muito usada. Pensei que a tinta que vazou fosse do cartucho, mas essa possibilidade se revelou estranha, não tinha como tanta tinta saísse de uma vez só em tão pouco tempo, a menos que fosse algum cartucho recarregado com algum furo na parte de cima onde foi feita a recarga, e ela ainda estivesse quase cheia.

Removi os cartuchos para inspecionar e não vi um sinal sequer de tinta que pudesse ter escorrido delas. Aí então eu descobri de onde que veio aquela tinta toda: do reservatório inferior da impressora, onde fica a tinta dos trocentos ciclos de limpeza realizados, como a dita cuja já tem possivelmente uns quatro anos, provavelmente havia muita tinta lá. Até hoje eu só conheço Epson por dentro, onde há um feltro grande na base para essa função, no caso era uma Stylus Color II, que desmontei destruindo, pois já estava sem conserto mesmo.

Depois da sujeirama toda, de muitos papéis toalha, piso sujo, jornal, fiquei com a mão tingida de uma cor verde-escura por uns dois dias. Ainda bem que o sofá onde vazou era de couro natural e não chegou a ficar manchado. A impressora? Já limpei por fora, só não sei como está por dentro.

Disso tudo só fica uma pergunta: será que minha HP840C, tão velha como essa 930C vazaria tinta se eu virar de lado?

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Fatos distantes mas nem tanto


  • Absolvição de deputados e senadores acusados de quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética;

  • Aumento arbitrário dos salários do Judiciário em tramitação começará no CNJ e terminará nos tribunais perto de casa e aposentados da categoria;

  • Incúria da administração federal que levou a crise áerea;

  • Juros abusivos;

  • A Proposta da Súmula Vinculante no âmbito judiciário. Uma idéia polêmica que pretende encurtar os processos que entretanto pode restringir novas abordagens criminais e engessar outras;

  • A Compra da Tim pela Claro;

  • Entrada da Telefónica no mercado de DTH ("Direct To Home" - 'TV por satélite');

  • A volta de propostas de Novas Usinas Nucleares e retomada de Angra 3 conseqüências de uma possível nova crise de energia até 2010 nos moldes do que ocorreu em 2001/2002;


Chega! Arf!

sábado, dezembro 09, 2006

Coca light com Mentos

Já faz alguns meses que eu tinha ouvido falar disso, mas nunca fui testá-la pessoalmente ou vê-la com meus próprios olhos. Quem já conhece e viu um vídeo a respeito certamente já sabe do que falo.

Hoje num posto de gasolina eu fui na lojinha para comprar alguma coisa para comer, aproveitei o Mentos lá facinho e apanhei um com dez balas. Já com a intenção de fazer um teste experimental. Chegando em casa, tinha Pepsi para beber, coloquei no meu copo e bom taquei duas balas, vi uma reação pobre e sem muita emoçã, nem pulou fora. Fiquei um pouco desapontado.

Durante o jantar vi o que me chamou a atenção: uma Coca light aberta para tomar! Justamente o melhor para a mistura segundo vários relatos disponíveis. Não tinha como testar direto na garrafa pet, já estava aberta e minha família iria me xingar pelo "desperdício". Então resolvi fazer o mesmo teste no copo comum de 200mL. Pensei que fosse ser semelhante à Pepsi, que engano! Transbordou quase 2/3 do copo para fora, sujou a mesa, meus pais levaram um susto, pois eu não disse nada, só o meu sobrinho que aguardava ansiosamente um efeito maluco. E vimos o que acontece. Não imagino em uma garrafa de 2L cheia...

Apesar da infantilidade disso heheh, fiquei rindo por um tempão. Pretendo repetir isso em uma garrafa cheia brevemente hehehe.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Ministros do Supremo Trib assaltados

Assaltos já se tornaram tão triviais no cotidiano brasileiro que nem me atrevo a tecer comentários a respeito pelo simples fato de críticas a respeito contribuírem muito pouco para solucioná-los. Acontecimentos que deveriam gerar indignação e mobilização a ponto de podermos combater geram no seu lugar conformismos e indiferenças, infelizmente, e inclusive de minha parte.

Segundo o que li hoje, noite passada um grupo armado realizou um arrastão na linha vermelha, muito provavelmente com uma barricada na avenida obrigando os automóveis a pararem para entregar pertences e possivelmente alguns de seus carros. Fato que passaria despercebido a menos de duas entre as vítimas, ministros do Supremo.

Foram rendidos e obrigados a saírem do carro e ficarem a pé. Foram resgatados pelos seguranças da escolta que chegou posteriormente, pois haviam se perdido no caminho!

A sorte de ambos foi não terem sido reconhecidos por algum dos criminosos, graças ao desconhecimento da maioria de nossa população de quem são os onze que compõe aquele órgão, idem para o outro, com trinta e três membros, estes sim nem eu conheço. Ambos são os órgãos máximos do sistema judiciário brasileiro.

Se um dos dois ou ambos tivessem sido reconhecidos por algum dos assaltantes, a história teria sido completamente diferente. O assalto provavelmente se transformaria em um sequestro de alta gravidade, e nas mãos de algum criminoso inteligente poderia levar a desdobramentos inimagináveis, como changatens ou mesmo pedir para trocarem com algum criminoso preso, como Beira-Mar ou Marcola. Ou mesmo simplesmente pedir um resgate muito grande.

Desconheço detalhes desse assalto. Não sei se a comitiva utilizava ou não de carros oficiais, se positivo, impressiona-me os assaltantes não terem percebido isso e perguntado quem eram, provavelmente estavam preocupados demais para isso. E outra coisa que me assusta foi a conduta dos seguranças da comitiva, rendendo-se assim tão facilmente, a menos que os automóveis não fossem blindados, o que retiraria a possibilidade de tentativa de fuga deles. Também desconheço o armamento dos criminosos, não deveria ser pouca coisa, deveriam possuir escopetas, não só revólveres.

A escolta parecia ser um "qualquer coisa" e despreparados. Não estavam munidos de equipamentos de rádio-comunicação? Não estavam treinados para uma ocasião dessas, e portanto não souberam o que fazer? Ou pior, não tinham armamento para enfrentar isso e nem carro blindado. Como meu 'post' anterior só vou poder fazer hipóteses sem comprovação. E mesmo que parte delas fosse realmente o que ocorreu, dificilmente admitiriam isso. Sorte, muita sorte aqueles dois não terem sido reconhecidos.

Apesar desse evento trazer um véu de esperança de alguma mudança no nível de criminalidade modificando alguma coisa, por eles mesmo terem sido vítimas, pouco provavelmente resultará em algum resultado concreto no combate do crime. E infelizmente, reina o conformismo e inação.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Cupim de novo

Mais uma vez os cupins atacaram meu quarto. Quando eu e meu irmão percebemos seus indícios de infestação um estrago razoável já estava em curso.

Há um tempo já percebia o tic tic tic característico de sua presença. Entretanto eu nada fiz, imaginei que fosse do forro do meu quarto, mas na realidade estavam reinsfestando a estante de livros ( que é embutida e claro, de madeira ). Perdi várias revistas e alguns livros.

Fiz a limpeza, joguei o material estragado no lixo ( alguns foram salvos, entretanto a maioria onde já haviam destruído parte onde está escrito resolvi desistir de manter).

Larguei a estante vazia alguns dias sem usar veneno ( eu matei a maioria que permaneceu na estante com simples esmagamento com luvas) e os malditos voltaram rapidinho e já estavam montando seus túneis no canto dela. Incrível como são rápidos.

Resolvi mudar um pouco minha abordagem e partir para um estudo de cupins. Peguei alguns que ainda estavam vivos entre os livros estragados e eu os prendi em um copinho plástico com furos para entrada de ar. E coloquei uma folha de papel na base para ver se "comiam". Percebi uma certa desorientação deles, uma vez que provavelmente não conseguiam mais encontrar o "caminho de ferormônio" que deixam por onde passam. E por estranho que fossem, começaram a morrer mais rápido do que imaginei.

Estranhei a rapidez da morte deles, pesquisei um pouco num site bom sobre cupins e lá descrevia que se os cupins não estiverem em um ambiente com razoável taxa de umidade e calor, morrem. Por isso os túneis e cupinzeiros para criarem um tipo de clausura onde possam viver e trabalhar sem perder a umidade. Para um inseto tão resistente a vários inseticidas possuem uma fragilidade que jamais imaginei que tivessem. Dos vários inseticidas que utilizei nas primeiras infestações, só os mais fortes os matavam e os específicos para cupins.

Uma vez encontrei tanto cupim, mas tanto cupim, que eu não estava afim de usar o veneno de cupim, resolvi matá-los com uso de vapor d'água mesmo. Como não tenho vaporetto, fiz um tabajara, peguei a panela de pressão e anexei na sua saída um tubo resistente flexível para direcionar o vapor. Matava rapidinho. Eu já me queimei muito feio parte da minha mão com vapor de água, não se deve menosprezá-lo, são cerca de 600-700 cal/g transferidos durante a condensação, muita coisa. Claro que os cupins não aguentariam.

Precisava averiguar um local onde eu ouvia o tictic deles, no forro. Para aproveitar uma goteira que aparece em dias de forte chuva, como a que aconteceu nesses últimos dias, resolvi retirar parte das ripas do forro para inspecionar e vi alguns túneis de cupim por lá escondidos.

Cupim de solo é uma desgraça mesmo.

sábado, dezembro 02, 2006

Uma Suposta Impressão

Peguei o metrô uns dias atrás e vi uma mãe com dois filhos pequenos, um no colo e uma que segurava sua mão. Tal qual eu tinham olhos puxados.

Carregava o bebê de colo na parte da frente do corpo com aqueles como posso definir? Hum, bom, na falta de um substantivo melhor designarei de "porta-nenês" feita de pano na parte da frente do corpo. Muito atípicos por aqui no Brasil, mas comuns no Japão e outros países.

Eu fitava com certa insistência para a menininha, e ela respondia olhando para mim, fiz repetidamente. Ela tinha uma semblante bronzeada semelhante a da mãe, embora essa tivesse um rosto palidamente branco, ambos possuíam a aparência incomum de descendentes orientais por aqui, mesmo que esse tipo de julgamento possa ser falho em vários aspectos, tratava-se meramente de uma impressão fugaz e rápido que resvalou na minha mente. Imaginei então: "será que são estrangeiros?".

A impressão se confirmou quando a menina conversou com a mãe: ela falou tudo em japonês. Ela deveria ter cerca de quatro anos. Uma raridade se forem brasileiros, como muitas exceções, posso ter encontrado uma, mas pouco provável de sê-lo.

Poderia ser uma brasileira que foi para lá e voltou para cá, mas assim mesmo dificilmente teria uma filha naquela idade falando japonês. Poderia ser provável nos meus tempos de infância, uma vez que eu praticamente só conversava nessa língua até meus sete anos com minha família. Ou há uma outra possibilidade, deles serem de alguma família que preserve a cultura japonesa a todo custo. Quem sabe? Não perguntei para saber, fiquei restrito só na esfera de possibilidades sem comprovação.

Tal como tantas outras impressões da vida, foi uma suposição sem a comprovação. Uma dúvida que ficará enterrado ou martelando na mente, escolha que depende muito de nossa persistência e das amarras que fazem conosco. O ocorrido acima certamente ficará enterrado, descrito aqui, lembrarei-me dela entretanto não o suficiente para remoer a alma, tal qual tantas outras dúvidas que permeiam nossas vidas, que ficaram presas no passado. Alguns cuja a resposta talvez esteja ao alcance, já outros certamente a possibilidade deixou de existir. Claro que mudanças ocorrem, principalmente quando relacionados a outrem e que esteja por aqui, embora distante. O difícil é quando o fato em questão deixou de existir ou está distante demais de nossos braços.

sábado, setembro 30, 2006

Poeira vs Computadores

Meu irmão ligou para minha casa dias atrás preocupado com possíveis problemas em seu micro ( um Athlon 2400+ ASUS A7V8X-X a mobo "terrível" hehe ) que ajudei a comprar em uma loja há dois anos e meio atrás.

Disse-me que o micro bipava incessantemente. Ele colocou ao telefone para eu ouvir os beeps. Não ajudava muito, mas pelo menos estava bipando, pior se nem ligasse.

Fui até o apartamento dele, ele veio me buscar aqui em casa, era tarde, cerca de 21:00. Chegando lá liguei o micro e ouvindo os bips percebi que era daqueles quando a memória RAM apresenta falha. Disse-lhe que ou a memória queimou ou tá com osmar em algum lugar ou muitos lugares.

Retirando o micro do lugar onde costuma ficar vi que havia um tucho de poeira grudado na grade traseira de fluxo de ar, geralmente há espaço para dois ventiladores ( os conhecidos como 'fans' ou pior 'cooler' não gosto muito anglicismos mas às vezes é inevitável tecnicamente). E como só há um, na de cima, o de baixo fica servindo como entrada de ar, uma vez que o de cima e o da fonte jogam para fora do gabinete.

Com o micro já aberto, resolvi limpar tudo de uma vez ao invés de limpar uma placa testar, limpar outro e testar. Havia muito acúmulo de poeira do dissipador do processador e arredores, onde estão as memórias. Como a AGP atrapalhava o desencaixe delas, acabei retirando-o também e limpando. Álcool isopropílico para lá e para cá, pincel para ajudar na remoção nos cantos difíceis. E uma escova de dente velha para limpar os contatos do AGP e das memórias na placa-mãe, embebido com o mesmo álcool. Eu esqueci do compressor de ar ( na verdade um aspirador de pó pequeno onde uso a saída de ar) que costumo usar nessas situações. Não gosto muito de soprar mas não teve jeito, afinal querendo ou não vai junto umidade e argh, gotículas de saliva.

Remontei tudo e liguei, funcionou de primeira. Era osmar afinal. Já tive esse problema algumas vezes aqui em casa. Para evitar a parada total nos momentos de Murphy, costumo fazer preventivo e limpo os micros aqui de casa periodicamente em média a cada seis meses cada um deles.

O que me impressionou no caso do meu irmão é que não faz muito tempo que fiz limpeza preventiva ( uma vez que eu estava com muita vontade de limpar, coisa rara hehe ainda mais para os outros, mas era do meu irmão ), creio que não faça nem um ano e tinha sujeira que costumo ver em micros que tem mais de três anos. Pelo menos a fonte estava limpa, mas abri e limpei de qualquer maneira.

Conversamos um pouco e divagamos nas possibilides, quem sabe é o 13o andar onde mora e a proximidade com uma avenida movimentada alta densidade de moradores e prédios e o vento constante da região mas insuficiente para dispersão maior de particulado do ar. Só chuva mesmo para limpar.

O mais estranho quanto à influência da poeira no funcionamento no computador é que já observei micros entupidos literalmente com poeira por dentro, principalmente quando são velhos, mas que estavam ainda funcionando. Provavelmente porque permanecem imóveis onde ficam, se trepidar ou mexer do lugar, vai lá saber o que acontece, se continuam funcionando ou dão parada total.

domingo, setembro 17, 2006

Casamentos e os grupos

Meu irmão casou-se hoje. A comemoração foi simples e bem realizada, bem animada e como de costume com muita comida e alegria. Fazia tempo que não comia tanto, até não aguentar mais, é que estava tão bom.

Repetidas vezes eu fiz cara feia para minha mãe dizendo que estava difícil de comer o segundo prato pois eu já estava "quase cheio" hehe. Depois foi sofrido, não conseguia nem andar direito. Quem me conhece pessoalmente sabe que sou muito comilão, heheh.

Isso me faz lembrar uma vez em Guarapari com meus amigos, enquanto esperávamos chegar a comida do pedido, na mesa ao lado eu via muitas sobras, fato que me deixou revoltado por saber que ou ia pro lixo ou ia para algum pedinte, provavelmente a primeira alternativa. Heheh, em um contexto diferente eu pegaria as sobras para mim, mas por educação claro que não o fiz, seria uma cena hilária...:P É que raramente costumo deixar sobras de refeição. Desde pequeno quando minha família ia em algum restaurante, eu sempre fui o "aspirador de comida" no final, raspando quase todos os grãos de arroz e etc. Pelo menos nunca fui obeso, quando chego próximo ao meu limite psicológico, um peso estabelecido por mim, eu corto totalmente minha gula.

Bom, voltando ao casamento do meu irmão, notei novamente a formação de grupos. Muito comuns em quaisquer tipo de reuniões ou festas onde se misturem grupos de pessoas estranhas entre si, oriundas diversas origens tendo em comum o fato de serem conhecidos do meu irmão e da minha cunhada. Não sei desde quando reparo na formação dessas "panelas", sei que é algo inevitável. Uma vez que são amigos que provavelmente não se viam há muito tempo, como no caso, o grupo de parentes da minha cunhada, outro de minha família, mais um com amigos da colégio onde meu irmão estudou, outro referente a faculdade que ele estudou e o último, provavelmente amigos da minha cunhada.

Claro, estão botando o papo em dia, contando causos de experiências que cada um passou, fazer piadas como faziam nos tempos em que se viam todos os dias, uma lista sem fim de possibilidades.

Uma coisa interessante que pode acontecer é de num determinado grupo, como no caso do colégio ou de faculdade, alguns membros que não são muito afins, voltem a se ver como no evento em questão e ignorarem ou mesmo esquecerem as diferenças. Pode-se observar o contrário também, o aumento desses qualificantes, mas esse é mais raro de ocorrer.
Normalmente o passar dos anos nos faz dar mais valor às antigas amizades de adolescência, pois percebemos que com a idade laços de amizades sólidas ficam cada vez mais difíceis de serem estabelecidas nos locais de trabalho e estudo. Sendo mais comuns amizades de clubes de hábitos comuns, esportes ou hobbies.

Eu lembro quis voluntariamente sair dessa regra em uma empresa que trabalhei, foi uma vez quando todos nós, os funcionários da empresa, fomos comer em um restaurante às vésperas de Natal, tudo pago claro. Como de praxe, comi até não agüentar heheh. Eu quis romper com a regra de panelas, vi a formação delas no exato momento em que estavam escolhendo as mesas onde sentar. Eu era da equipe técnica, sentei-me junto aos funcionários da contabilidade. Como era uma empresa pequena, com cerca de 50-60 pessoas, todos se conheciam mutuamente, não era sentar com um quase totalmente estranho como seria em uma empresa muito grande. Até hoje lembro da estranheza que causei em meu s amigos da área técnica, e o pessoal da contabilidade me olhando com ares de espanto. Guardo como uma boa recordação a surpresa que causei à responsável do caixa da empresa, certamente ela notou o que fiz...Enquanto isso, todos meus amigos da técnica ficavam me olhando periodicamente de tempos em tempos, deviam ter estranhado isso e provavelmente ficaram se perguntado do por quê de minha atitude...

sábado, agosto 19, 2006

Compilando Kernel de Linux

Compilar seu próprio Kernel é legal! :-)

Estive fazendo isso ontem e hoje, pelo menos tem tudo pronto, tem explicações na internet. Não imagino como foi isso no passado e muito menos faço idéia de como fazê-lo nos distros mais 'bacanas' como o slackware hehe. Eu uso Debian.

Eu estava usando kernel 2.6.15, mas reparei que Debian adota uma política conservadora quanto a kernels, raramente fazem atualizações no pacote apt-get nesse aspecto. Por exemplo, o 2.4 está parado no 2.4.27 há algum tempo, entretanto já existe o 2.4.33 já indo para o .34. Apesar de eu estar usando o 2.6.15 no server aqui K6-2, vou voltar e instalar o 2.4.33, compilando e instalando, fiz um teste prévio e como foi a primeira vez esqueci de incluir o iptables na jogada e o roteamento não funcionou mais. Agora estou recompilando pela segunda vez e li com mais cuidado os 'helps' no menuconfig.

Só quem mexe ou mexeu com linux vai entender o que escrevo, é que eu considerava isso tudo como algo inalcançável, restrito a poucos, vi que não é tão difícil assim. Apesar do source ( fontes ) do Linux ser trabalho de centenas de programadores. A tarefa de compilar geralmente fica restrito ao que vem junto com a distribuição ou no máximo se troca como no debian via apt-get, como todo o processo automatizado. Embora compilar seja quase todo automatizado também. Mas é interessante imaginar que vai ser um código que foi produzido na própria máquina que irá rodar. :)
Só tem um uma coisa ruim, compilar num K6-2 demoooora... :-P Ele está compilando os módulos enquanto escrevo aqui.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Utawarerumono

Não tenho o hábito de assistir os animes, esse que eu peguei por "acidente" para baixar eu viciei. Peguei o episódio 16 na primeira vez, gostei tanto que peguei todos eles, do 1 ao 19, vai até o 26.

Para quem quiser saber um pouco mais a respeito olhe no site oficial, em japonês. Tem uma história fictícia no contexto medieval japonês, com excessos de fantasias e poderes supra-humanos de alguns personagens típicos de animes. Possui uma mistura interessante de guerra, domínio, pieguice e um tom hentai leve. Uma característica interessante são os rabos e orelhas dos personagens, vão de cachorro até tigre. Há inclusive uma raça ariana alada com asas que se entitulam "mediadores". O personagem principal é um que se parece humano cujo nome é Hakuoro que perdeu sua memória e rapidamente torna-se líder do povo da aldeia que o acolheu. Possui um ar infantil para quem não está acostumado com isso, inclusive eu mas possui um roteiro relativamente interessante mesmo com uma abordagem algo previsível. Creio que a animação seja um misto de à mão com CG sem excessos.

O anime é baseado em um jogo lançado em 2002 que roda em PC num DVD ocupando 1.2GB, um RPG linear que desenrola como se fosse uma história em quadrinhos contando com algumas lutas. Não costumo gostar desse tipo de jogo, mas esse eu quis olhar. Infelizmente é complicado jogar porque o jogo em si na maior parte consiste em diálogos em japonês recheado de kanjis. Pessoalmente tem sido interessante porque estou aprendendo além do muito pouco que sei da língua ( isso porque eu só falava japonês em casa até meus 6 anos ). E aproveito para tirar dúvidas de expressões com meus pais.

Para quem curte isso e não tem frescuras sobre excessos e não fica comparando com outros do gênero ( dizendo que copiou idéia etc...) creio que seja interessante ver. Tem inclusive para baixar com legendas em português aqui,disponibilizados no badongo onde cada episódio tem 70MB e estão no formato rmvb.

Os episódios mais recentes estão em torrents em sites do gênero.

quarta-feira, julho 26, 2006

Nosso Português

Estava lendo um artigo do jornal Estadão quando vi uma palavra que nunca havia visto: 'refrega' que significa encontro de inimigos ( no caso o artigo é sobre a atual eleição presidencial ). Não sei nem como se pronuncia direito mas com certeza não é proparoxítona e nem oxítona então sobrou paroxítona.

Um costume que tenho desde os tempos que estudei para o vestibular é o de verificar no dicionário quando acontece isso. Apesar da preguiça que me acomete muitas vezes em apanhar o Aurélio ou o Houaiss que tenho aqui, principalmente quando o mais próximo é o grandão e pesado que estão na sala onde costumo ler o jornal. Pensei nisso e deixei de lado e fui olhar. Nem fazia idéia do que essa palavra significava. Mesmo que eu provavelmente tenha visto essa palavra mas não cheguei a verificar o dicionário.

Esse costume me faz ter uma memória boa das palavras raramente utilizadas, aquelas que só vemos lendo jornais ou livros, raramente ouvimos pelos nossos ouvidos. Mesmo que eu passe a impressão de não os conhecer por causa de minha boca suja e minha falta de hábito de utilizar palavras mais nobres e usar menos as de baixo calão, palavrões. Lembro-me disso principalmente quando quem me corrige isso é meu sobrinho afirmando:"Você usou palavra feia." resultado provavelmente da rigidez da minha irmã com ele.

Considero isso um paradoxo, mesmo sabendo não ser a única vítima disso. Há quem diga que o uso de palavras ditas "coloquiais" nos faz aproximar melhor das pessoas mais humildes e de baixa escolaridade e as crianças. E ao contrário, o uso de palavras mais "cultas" nos aproxime do nicho oposto de pessoas. Embora sempre eu tenha tido na mente que o uso de palavrões fosse uma forma de interjeição e ser mais expressivo na demonstração emotiva, ou talvez pior, de pieguice. Mas não me faz deixar de lado minha opinião que seu uso revela a pobreza de raciocínio e hábito de uso de seus equivalentes menos vulgares. Isso me faz lembrar meu irmão que ao invés de dizer "Sac*!" ou "Que sac*!" diz "Sacola" coisa que ele faz há muitos anos. Apesar que qualquer um que ouça isso saiba o que ele quis dizer evitando o uso da outra.

Enfim, preciso voltar a ler mais o jornal e deixar de só folheá-lo olhando as imagens e fotos. Voltar a ler um Machado de Assis.

terça-feira, julho 11, 2006

Feira de Ciências - 8a série - Motor Iônico

Sem dúvida esse foi minha melhor demonstração em feira de ciências que realizei. Sua montagem e explicação foram descritas na Saber Eletrônica antiga, de 1986, eu devo tê-la guardada em algum lugar, não recordo onde. Durante a feira, lembro que a maioria dos curiosos não entendiam muito bem minha explicação, mas valeram por alguns loucos que apareceram querendo entender e entre eles muitos pais de alunos, provavelmente engenheiros ou físicos. O chamariz maior era a complexidade do conjunto.

O princípio do motor iônico ( ou foguete iônico em maior escala) remonta desde os tempos da descoberta de um efeito conhecido como Efeito das Pontas. Resultado de um corpo metálico carregado eletricamente cuja superfície fosse curvilínea ( superfície convexa ) apresentando uma única "ponta". Um exemplo de tal superfície é o formato típico de uma gota d´água. Na ponta é formada a ionização de um gás.

A mesma montagem foi descrita na revista Mecatrônica Fácil com uma breve descrição do princípio online. Bom, mas como é que isso funciona? O escape de cargas pela ponta cria um momento linear ( impulso ) no corpo carregado e em conseqüência da 3a Lei de Newton, lei da ação-e-reação, provocando o movimento rotativo de uma haste. Embora a energia envolvida no motor iônico ser de natureza muito pequena, ela é a de maior eficiência conhecida.

O experimento que utilizei para sua demonstração consistia basicamente um gerador de pulsos elétricos de baixa voltagem ( 12V de automóvel ) equivalente à antiga ignição eletrônica e seu mais antigo platinado. Pulsos que induziam uma bobina de carro gerando alta voltagem ( até 30.000V! mas de baixíssima corrente ). Em sua saída de alta voltagem havia uma haste pivotada com uma agulha soldada perpendicularmente. Essa agulha cumpria a função de "ponta".

O gerador de pulsos era um mero multivibrador astável da experiência do ano anterior ( não usei a mesma montagem mas foi um circuito equivalente) em série com um transistor que foi difícil de encontrar: um TIPL763, lembro do código até hoje, rodei a Santa Ifigênia inteira na época para encontrá-lo, um componente caro, custou o mesmo que a bobina do carro, algo em torno de R$50,00 atualmente um só.
Só conheço um amigo meu que tenha feito uma experiência tão louca quanto a minha, o Lud cujo grupo fez um motor VW movido a hidrogênio, isso há anos atrás, creio que na 8asérie também....claro que não funcionava direito, uma vez que as características de sua combustão diferem muito da gasolina. Mas a iniciativa e a idéia e o primordial, ter um contato prático com aquilo que tanto lemos nos livros e pouco aplicamos.
Talvez eu volte a montar esse circuito de motor iônico novamente, o componente principal eu tenho, só falta arrumar o resto, hehehe. :)

segunda-feira, abril 17, 2006

Feira de Ciências - 7a série - Multivibrador Astável

Um nome complicado para descrever um pisca-pisca. Foi a minha experiência de 7a série, quando eu engatinhava em eletrônica. Com ajuda do cunhado de um dos membros do grupo, que é engenheiro eletrônico, montamos um circuito básico de multivibrador astável em uma ponte de terminais ( é nojento, mas simples de montar quando não se monta circuitos complexos).

Não posso chamá-lo de algo que chame a atenção em uma feira de ciências, uma vez que ele estava mais para pisca-pisca que outra coisa, com uma característica interessante, podíamos alterar o período de pisca modificando a regulagem de um potenciômetro e um conjunto de chaves para troca de capacitores. Impressiou alguns pais de alunos que foram para feira, mas a maioria ficava indiferente hehe principalmente os alunos. Colocamos lâmpadas e motores para serem acionados. Realmente nada que chame a atenção...

Eu não entendia muito bem de eletrônica na época, creio que nem hoje, a lógica do funcionamento do multivibrador ficou por muito tempo misterioso para mim, não posso dizer que poderia explicar com poucas palavras mesmo hoje. Seu esquema é esse:

Ele é um flip-flop discreto. Quem sabia disso achava legal, claro só os entendidos em eletrônica, poucos foram...

No meu círculo de amigos, só um que não me era muito próximo fazia idéia, mas ele fazia parte de outro grupo. Lembro-me que na 6a série a experiência dele era um gerador de rúido e oscilador que infestou o local de exposição com um barulho infernal, mas como não era constante, era tolerável, ele era a única pessoa além de mim que tinha noções de eletrônica. Lembro que ele se gabava do AppleII, TK3000 e o ExatoPRO que ele tinha, enquanto eu já tava com vistas de um CP400 que mais tarde mudei para o MSX.

quinta-feira, março 02, 2006

Feira de Ciências - 6a série - Anfíbios

Na 6a série, tive a infelicidade de ter ficado na turma onde não ia com a cara de quase ninguém, meus amigos ficaram na outra classe, durante o ano inteiro. Foi um problema para mim para trabalhos em grupo. E a feira de ciências não escapou. Hoje penso que deveria ter aproveitado a oportunidade e ter feito mais amigos, mas uma rebeldia de minha parte não permitiu...

Quando chegou na época, eu quase fui parar num grupo, mas acabei "sobrando". Resultado: fui obrigado pelo Professor a entrar num grupo que tinha a menor quantidade de membros, e para minha surpresa o grupo só tinha meninas! Como era muito tímido na época, fiquei na minha, as meninas me aceitaram e fiquei lá. Não lembro muito bem de quem foi a idéia de usar anfíbios como tema da Feira, deve ter partido do pai de alguma delas, mas é esquisito um grupo predominantemente feminino pegar justo estudo de sapos.

Lembro-me após algumas reuniões de grupo, decidimos ir para um lugar que nos fornecesse apoio e informação a respeito de anfíbios, o pai de uma delas nos levou para o lugar que eu
viria a estudar anos depois, na USP. Fomos para a finada FUNBEC próximo da Poli. Lembro que ficamos rodando dentro da Universidade porque não sabíamos como chegar lá. Encontrando o local, ficamos uma tarde inteira recebendo orientações e compramos um livro sobre o assunto.

Arrumamos alguns girinos e deixamos crescer até chegarem a sofrer pela metamorfose para virar sapos ou rãs. Não lembro se havia alguma perereca. Arrumamos uma rã adulta e ficou só nisso, claro não preciso dizer quem ficou com a tarefa do manejo deles. Foi a mais fácil das quatro feiras que fiz. Pois não tive que estudar quase nada, no máximo aprender a pegar o sapo, saber imobilizá-lo ( com lanterna na cara ) e saber lidar com o veneno dela. Ficaram em aquários expostos na feira, praticamente não havia explicações para o povo da feira durante o evento, só uma vez ou outra para algum pentelho que vinha a perguntar detalhes, mas foram poucos. Lembro dos meus amigos que ficaram na outra classe tirando sarro de mim dizendo que os anfíbios eram filhotes meus por eu estar em um grupo feminino. :P

Podíamos ter feito algo mais complexo, apresentado alguns estudiosos sobre o assunto, como Augusto Ruschi que morreu envenenado justamente com seu objeto de estudo, uma perereca, cuja tentativa de cura por métodos não convencionais indígenas foi amplamente veiculado na imprensa. Embora este grande ecologista de renome mundial não tenha morrido disso, mas de falência do fígado por causa de hepatite.

Podíamos ter mostrado que a partir do veneno de sapo podemos criar medicamentos para o homem. Mas para quê complicar não é mesmo? Mesmo eu tendo uma grande tendência para isso.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Feira de Ciências - 5a série - Vulcão

O vulcão é o tradicional, todo ano tinha, maldito dicromato de amônio de cor laranja, magnésio branco, pólvora preta e cabeças de palito de fósforo (cansei de raspar um por um na época). Fizemos uma sujeira incrível a cada teste que meu grupo fez, o mais doido foi a mistura maluca que usamos para fazer o vulcão. A princípio usamos argila, não dava muito certo porque o calor o fazia rachar legal, efeito de argila ruim mas eu lá entendia de refratários naquela época? Nesse meio tempo lembrei-me de um artigo no Escoteiro Mirim dos sobrinhos do Pato Donald: usar farinha, água e açúcar para fazer a massa de modelar, pensei em usá-lo no vulcão. Como só tinha doido no grupo fiz a sugestão e experimentamos a mistura na casa de um dos malucos ( era a casa do Toninho, o Tonho).

Depois de feita, a "comida"-massa já com formato de vulcão tinha que cozinhar no fogão, não preciso dizer que soltou um cheio maluco de pão doido que levou todo o grupo à fome, até a mãe do Toninho começou a rir do que fazíamos. Ah, sem o uso do açúcar na massa tirava a "liga" da massa e não dava certo, o problema eram as formigas que apareciam depois com o armazenamento do vulcão, mas isso era contornável.

Aqui foi meu primeiro contato direto com química, com o uso de bicromato de amônio, magnésio e a pólvora. O ruim de tudo isso foram algumas queimaduras, roupas sujas e pequenos acidentes ( sujeira até no dia da feira, até o prof. de ciências ( o Gonzales) nos advertiu por causa da fuligem que espalhávamos a cada "explosão") Hehehe. Sem deixar de notar que naquele ano, tinha mais outros dois vulcões na mesma feira. Não preciso dizer que o meu era o favorito, como não era competição ( ainda bem ) não dava a mínima para os outros, lembro que um dos grupos tinha o Polato ( ele tinha MSX! ) apesar dele estar na minha lista do Orkut, desde que terminei a escola não o vi mais.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Quitridiomicose

Chytridiomycosis em inglês. O homem não é o único sofredor das diversas micoses existentes no mundo. Esse aí ataca principalmente os anfíbios, foi identificado em 1990 sendo o seu causador o fungo Batrachochytrium dendrobatidis.

O grande problema não é sua existência, mas os efeitos nefastos que tem causado ao redor do mundo dizimando diversas espécies de anfíbios levando à extinção 43 espécies aqui na América Latina e 93 no mundo todo. Isso é triste porque estamos perdendo um banco genético importante e a diversidade de espécies, isso porque não estou citando o papel deles no equilíbrio dos ecossistemas atuais, quer na teia alimentar quer a sua importância à humanidade no estudo dos venenos na pesquisa de obtenção de fármacos.

Muitos aqui devem estar perguntando: "que raios de post é esse de minha parte?" É que desde a 6a série tenho uma atenção especial pelos anfíbios quando eles foram o tema principal de minha feira de ciências naquele ano. Do atual ensino fundamental ( 1o grau para mim hehe ), aquilo que mais me marcou daqueles tempos na escola foi sem dúvida a horta e as feiras de ciências realizadas da a 5a série até a 8a. Pena que não cheguei a realizar nos anos anteriores, acho que não tinha, depois puseram, mas não quando estudei. Na 5a foi vulcão, 6a foram os anfíbios, 7a multivibrador astável e 8a o mais incrível de todos, o princípio do foguete iônico.

Todos eles guardam boas e más lembranças, cada um a seu tempo. Vou citar cada um dos quatro nos posts seguintes.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

HD de 200GB vs placas-mãe antigas

Um fato curioso na semana passada com uma motherboard antiga:


mobo: PCChips M812LMR-H + Duron 950
Harddisk: Seagate 200GB Barracuda ST3200822A ATA


Normalmente HDs grandes não combinam com hardwares antigos porque ou não reconhecem integralmente o tamanho disponível ou travam e nem bootam.

Vou fazer um breve histórico dos limites de mobos quanto ao tamanho dos HDs:

  1. 540MB — foi o primeiro limite de HD, facilmente superado por programas externos e o novo suporte para LBA ( Logical Block Addressing )

  2. 8.4GB — não lembro se teve um outro entre esse e o anterior, mas esse foi meio chato, exigiu-se a troca de BIOS senã só reconhecia seu limite, 8.4GB, mesmo em HDs com 15GB ( aconteceu comigo );
  3. 32GB — o limite mais chato de todos por travar o micro. Exige uma modificação, upgrade na BIOS caso contrário rebootava. É o limite da maioria das placas-mãe antigas sem updates de BIOS. Um HD maior que isso ligado a uma placa com esse limite simplesmente não boota, porque a rotina da BIOS de cálculo de tamanho de HD dá um erro de 'divisão por zero' (!) Há uma página com algumas BIOS que resolvem esse problema. No final dela um deles, o Petr ensina como fazer o patch de uma maneira bem porca, mas pelo menos descreve como fazê-lo. Precisa conhecer asm de x86

  4. 65GB &mdash ainda não enfrentei esse, mas segundo alguns infos, existe. A maioria dos patchs de 32GB pula para o próximo, abaixo

  5. 137GB– outro chato hehe. Um drive de 120GB salva, entretanto os de 160GB e 200GB ou maiores encontram problemas aqui. Como solução surgiu um novo patch de BIOS e um novo padrão conhecido como LBA 48-bit o qual teoricamente suporta até 144115188075855872 bytes, ou melhor 144 petabytes, 144115 Terabytes ou 144115188 GB! Um limite muito distante.



O limite de 137GB usa LBA 28-bit. Bom continuando a descrição do causo, comprei esse HD de 200GB imaginando que o último BIOS de 2002 para M812LMR-H suportasse LBA-48bit. Testei com a BIOS antiga, de 2001, reconheceu 137GB. Então fiz o update da BIOS...Bootei de novo e de novo! 137GB!!!! Fiquei com muita raiva na hora. Uma coisa que não tinha notado é que o micro não travava mais como no limite de 32GB. Bom, mas eu já imaginava que dos 200GB, o Windows só reconheceria 137GB, uma perda de 31.5% ( na verdade mais pq o HD não tem 200GB reais, tem menos, mas isso é outro papo que não estou afim de entrar no mérito ).

Eu já estava supondo que teria que deixar esse de 200GB como slave e o de 20GB que já havia no micro como HD de boot, mas não estava afim disso, esse de 20GB podia ser usado em algum outro micro, decidi então testar o 200GB sozinho. Configurei-o como master e bootei o Windows. Como previ, ele travou ( bom, pensei que travou ). Rebootei, peguei o WindowsXP SP2 eng para testar e a mesma coisa. Fiz isso cerca de cinco vezes até eu ficar sem paciência e fui passear um pouco.

Voltando rebootei o XP2 br de novo, decidi esperar na parte que 'parecia' que travava...logo na tela azul, antes de aparecer a tela de 'licença' e do [F8] de 'Eu concordo'. Essa 'demora' nunca aconteceu comigo antes, nem com uma mobo mais atual que reconhecia 200GB na BIOS.

Continuei a instalação para ver o que acontecia, e o maldito rwin reconheceu os 200GB no particionador dele. Ficou travado uns 8 minutos na tela "azul" vazia sem nem mesmo piscar o HD. Que raiva! Agora posso deixá-lo como master mesmo e retirar o HD antigo de 20GB e poder aproveitar a maior velocidade dele, que é ATA100, ao contrário do 20GB que é ATA33 ou 66. Ah, não é por demais repetir, claro que tem que ser CD com rWinXP SP2, SP1 no mínimo que tem suporte para LBA 48bit direto do CD de instalação, nada de SP depois de instalado que aí não vai reconhecer mesmo.

Bom, gostaria de ter tentado experimentar com Linux e OS/2, como a máquina não é minha...e precisava trocar rápido, ficou assim mesmo.