quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Feira de Ciências - 5a série - Vulcão

O vulcão é o tradicional, todo ano tinha, maldito dicromato de amônio de cor laranja, magnésio branco, pólvora preta e cabeças de palito de fósforo (cansei de raspar um por um na época). Fizemos uma sujeira incrível a cada teste que meu grupo fez, o mais doido foi a mistura maluca que usamos para fazer o vulcão. A princípio usamos argila, não dava muito certo porque o calor o fazia rachar legal, efeito de argila ruim mas eu lá entendia de refratários naquela época? Nesse meio tempo lembrei-me de um artigo no Escoteiro Mirim dos sobrinhos do Pato Donald: usar farinha, água e açúcar para fazer a massa de modelar, pensei em usá-lo no vulcão. Como só tinha doido no grupo fiz a sugestão e experimentamos a mistura na casa de um dos malucos ( era a casa do Toninho, o Tonho).

Depois de feita, a "comida"-massa já com formato de vulcão tinha que cozinhar no fogão, não preciso dizer que soltou um cheio maluco de pão doido que levou todo o grupo à fome, até a mãe do Toninho começou a rir do que fazíamos. Ah, sem o uso do açúcar na massa tirava a "liga" da massa e não dava certo, o problema eram as formigas que apareciam depois com o armazenamento do vulcão, mas isso era contornável.

Aqui foi meu primeiro contato direto com química, com o uso de bicromato de amônio, magnésio e a pólvora. O ruim de tudo isso foram algumas queimaduras, roupas sujas e pequenos acidentes ( sujeira até no dia da feira, até o prof. de ciências ( o Gonzales) nos advertiu por causa da fuligem que espalhávamos a cada "explosão") Hehehe. Sem deixar de notar que naquele ano, tinha mais outros dois vulcões na mesma feira. Não preciso dizer que o meu era o favorito, como não era competição ( ainda bem ) não dava a mínima para os outros, lembro que um dos grupos tinha o Polato ( ele tinha MSX! ) apesar dele estar na minha lista do Orkut, desde que terminei a escola não o vi mais.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Quitridiomicose

Chytridiomycosis em inglês. O homem não é o único sofredor das diversas micoses existentes no mundo. Esse aí ataca principalmente os anfíbios, foi identificado em 1990 sendo o seu causador o fungo Batrachochytrium dendrobatidis.

O grande problema não é sua existência, mas os efeitos nefastos que tem causado ao redor do mundo dizimando diversas espécies de anfíbios levando à extinção 43 espécies aqui na América Latina e 93 no mundo todo. Isso é triste porque estamos perdendo um banco genético importante e a diversidade de espécies, isso porque não estou citando o papel deles no equilíbrio dos ecossistemas atuais, quer na teia alimentar quer a sua importância à humanidade no estudo dos venenos na pesquisa de obtenção de fármacos.

Muitos aqui devem estar perguntando: "que raios de post é esse de minha parte?" É que desde a 6a série tenho uma atenção especial pelos anfíbios quando eles foram o tema principal de minha feira de ciências naquele ano. Do atual ensino fundamental ( 1o grau para mim hehe ), aquilo que mais me marcou daqueles tempos na escola foi sem dúvida a horta e as feiras de ciências realizadas da a 5a série até a 8a. Pena que não cheguei a realizar nos anos anteriores, acho que não tinha, depois puseram, mas não quando estudei. Na 5a foi vulcão, 6a foram os anfíbios, 7a multivibrador astável e 8a o mais incrível de todos, o princípio do foguete iônico.

Todos eles guardam boas e más lembranças, cada um a seu tempo. Vou citar cada um dos quatro nos posts seguintes.