quinta-feira, março 02, 2006

Feira de Ciências - 6a série - Anfíbios

Na 6a série, tive a infelicidade de ter ficado na turma onde não ia com a cara de quase ninguém, meus amigos ficaram na outra classe, durante o ano inteiro. Foi um problema para mim para trabalhos em grupo. E a feira de ciências não escapou. Hoje penso que deveria ter aproveitado a oportunidade e ter feito mais amigos, mas uma rebeldia de minha parte não permitiu...

Quando chegou na época, eu quase fui parar num grupo, mas acabei "sobrando". Resultado: fui obrigado pelo Professor a entrar num grupo que tinha a menor quantidade de membros, e para minha surpresa o grupo só tinha meninas! Como era muito tímido na época, fiquei na minha, as meninas me aceitaram e fiquei lá. Não lembro muito bem de quem foi a idéia de usar anfíbios como tema da Feira, deve ter partido do pai de alguma delas, mas é esquisito um grupo predominantemente feminino pegar justo estudo de sapos.

Lembro-me após algumas reuniões de grupo, decidimos ir para um lugar que nos fornecesse apoio e informação a respeito de anfíbios, o pai de uma delas nos levou para o lugar que eu
viria a estudar anos depois, na USP. Fomos para a finada FUNBEC próximo da Poli. Lembro que ficamos rodando dentro da Universidade porque não sabíamos como chegar lá. Encontrando o local, ficamos uma tarde inteira recebendo orientações e compramos um livro sobre o assunto.

Arrumamos alguns girinos e deixamos crescer até chegarem a sofrer pela metamorfose para virar sapos ou rãs. Não lembro se havia alguma perereca. Arrumamos uma rã adulta e ficou só nisso, claro não preciso dizer quem ficou com a tarefa do manejo deles. Foi a mais fácil das quatro feiras que fiz. Pois não tive que estudar quase nada, no máximo aprender a pegar o sapo, saber imobilizá-lo ( com lanterna na cara ) e saber lidar com o veneno dela. Ficaram em aquários expostos na feira, praticamente não havia explicações para o povo da feira durante o evento, só uma vez ou outra para algum pentelho que vinha a perguntar detalhes, mas foram poucos. Lembro dos meus amigos que ficaram na outra classe tirando sarro de mim dizendo que os anfíbios eram filhotes meus por eu estar em um grupo feminino. :P

Podíamos ter feito algo mais complexo, apresentado alguns estudiosos sobre o assunto, como Augusto Ruschi que morreu envenenado justamente com seu objeto de estudo, uma perereca, cuja tentativa de cura por métodos não convencionais indígenas foi amplamente veiculado na imprensa. Embora este grande ecologista de renome mundial não tenha morrido disso, mas de falência do fígado por causa de hepatite.

Podíamos ter mostrado que a partir do veneno de sapo podemos criar medicamentos para o homem. Mas para quê complicar não é mesmo? Mesmo eu tendo uma grande tendência para isso.