sábado, setembro 30, 2006

Poeira vs Computadores

Meu irmão ligou para minha casa dias atrás preocupado com possíveis problemas em seu micro ( um Athlon 2400+ ASUS A7V8X-X a mobo "terrível" hehe ) que ajudei a comprar em uma loja há dois anos e meio atrás.

Disse-me que o micro bipava incessantemente. Ele colocou ao telefone para eu ouvir os beeps. Não ajudava muito, mas pelo menos estava bipando, pior se nem ligasse.

Fui até o apartamento dele, ele veio me buscar aqui em casa, era tarde, cerca de 21:00. Chegando lá liguei o micro e ouvindo os bips percebi que era daqueles quando a memória RAM apresenta falha. Disse-lhe que ou a memória queimou ou tá com osmar em algum lugar ou muitos lugares.

Retirando o micro do lugar onde costuma ficar vi que havia um tucho de poeira grudado na grade traseira de fluxo de ar, geralmente há espaço para dois ventiladores ( os conhecidos como 'fans' ou pior 'cooler' não gosto muito anglicismos mas às vezes é inevitável tecnicamente). E como só há um, na de cima, o de baixo fica servindo como entrada de ar, uma vez que o de cima e o da fonte jogam para fora do gabinete.

Com o micro já aberto, resolvi limpar tudo de uma vez ao invés de limpar uma placa testar, limpar outro e testar. Havia muito acúmulo de poeira do dissipador do processador e arredores, onde estão as memórias. Como a AGP atrapalhava o desencaixe delas, acabei retirando-o também e limpando. Álcool isopropílico para lá e para cá, pincel para ajudar na remoção nos cantos difíceis. E uma escova de dente velha para limpar os contatos do AGP e das memórias na placa-mãe, embebido com o mesmo álcool. Eu esqueci do compressor de ar ( na verdade um aspirador de pó pequeno onde uso a saída de ar) que costumo usar nessas situações. Não gosto muito de soprar mas não teve jeito, afinal querendo ou não vai junto umidade e argh, gotículas de saliva.

Remontei tudo e liguei, funcionou de primeira. Era osmar afinal. Já tive esse problema algumas vezes aqui em casa. Para evitar a parada total nos momentos de Murphy, costumo fazer preventivo e limpo os micros aqui de casa periodicamente em média a cada seis meses cada um deles.

O que me impressionou no caso do meu irmão é que não faz muito tempo que fiz limpeza preventiva ( uma vez que eu estava com muita vontade de limpar, coisa rara hehe ainda mais para os outros, mas era do meu irmão ), creio que não faça nem um ano e tinha sujeira que costumo ver em micros que tem mais de três anos. Pelo menos a fonte estava limpa, mas abri e limpei de qualquer maneira.

Conversamos um pouco e divagamos nas possibilides, quem sabe é o 13o andar onde mora e a proximidade com uma avenida movimentada alta densidade de moradores e prédios e o vento constante da região mas insuficiente para dispersão maior de particulado do ar. Só chuva mesmo para limpar.

O mais estranho quanto à influência da poeira no funcionamento no computador é que já observei micros entupidos literalmente com poeira por dentro, principalmente quando são velhos, mas que estavam ainda funcionando. Provavelmente porque permanecem imóveis onde ficam, se trepidar ou mexer do lugar, vai lá saber o que acontece, se continuam funcionando ou dão parada total.

domingo, setembro 17, 2006

Casamentos e os grupos

Meu irmão casou-se hoje. A comemoração foi simples e bem realizada, bem animada e como de costume com muita comida e alegria. Fazia tempo que não comia tanto, até não aguentar mais, é que estava tão bom.

Repetidas vezes eu fiz cara feia para minha mãe dizendo que estava difícil de comer o segundo prato pois eu já estava "quase cheio" hehe. Depois foi sofrido, não conseguia nem andar direito. Quem me conhece pessoalmente sabe que sou muito comilão, heheh.

Isso me faz lembrar uma vez em Guarapari com meus amigos, enquanto esperávamos chegar a comida do pedido, na mesa ao lado eu via muitas sobras, fato que me deixou revoltado por saber que ou ia pro lixo ou ia para algum pedinte, provavelmente a primeira alternativa. Heheh, em um contexto diferente eu pegaria as sobras para mim, mas por educação claro que não o fiz, seria uma cena hilária...:P É que raramente costumo deixar sobras de refeição. Desde pequeno quando minha família ia em algum restaurante, eu sempre fui o "aspirador de comida" no final, raspando quase todos os grãos de arroz e etc. Pelo menos nunca fui obeso, quando chego próximo ao meu limite psicológico, um peso estabelecido por mim, eu corto totalmente minha gula.

Bom, voltando ao casamento do meu irmão, notei novamente a formação de grupos. Muito comuns em quaisquer tipo de reuniões ou festas onde se misturem grupos de pessoas estranhas entre si, oriundas diversas origens tendo em comum o fato de serem conhecidos do meu irmão e da minha cunhada. Não sei desde quando reparo na formação dessas "panelas", sei que é algo inevitável. Uma vez que são amigos que provavelmente não se viam há muito tempo, como no caso, o grupo de parentes da minha cunhada, outro de minha família, mais um com amigos da colégio onde meu irmão estudou, outro referente a faculdade que ele estudou e o último, provavelmente amigos da minha cunhada.

Claro, estão botando o papo em dia, contando causos de experiências que cada um passou, fazer piadas como faziam nos tempos em que se viam todos os dias, uma lista sem fim de possibilidades.

Uma coisa interessante que pode acontecer é de num determinado grupo, como no caso do colégio ou de faculdade, alguns membros que não são muito afins, voltem a se ver como no evento em questão e ignorarem ou mesmo esquecerem as diferenças. Pode-se observar o contrário também, o aumento desses qualificantes, mas esse é mais raro de ocorrer.
Normalmente o passar dos anos nos faz dar mais valor às antigas amizades de adolescência, pois percebemos que com a idade laços de amizades sólidas ficam cada vez mais difíceis de serem estabelecidas nos locais de trabalho e estudo. Sendo mais comuns amizades de clubes de hábitos comuns, esportes ou hobbies.

Eu lembro quis voluntariamente sair dessa regra em uma empresa que trabalhei, foi uma vez quando todos nós, os funcionários da empresa, fomos comer em um restaurante às vésperas de Natal, tudo pago claro. Como de praxe, comi até não agüentar heheh. Eu quis romper com a regra de panelas, vi a formação delas no exato momento em que estavam escolhendo as mesas onde sentar. Eu era da equipe técnica, sentei-me junto aos funcionários da contabilidade. Como era uma empresa pequena, com cerca de 50-60 pessoas, todos se conheciam mutuamente, não era sentar com um quase totalmente estranho como seria em uma empresa muito grande. Até hoje lembro da estranheza que causei em meu s amigos da área técnica, e o pessoal da contabilidade me olhando com ares de espanto. Guardo como uma boa recordação a surpresa que causei à responsável do caixa da empresa, certamente ela notou o que fiz...Enquanto isso, todos meus amigos da técnica ficavam me olhando periodicamente de tempos em tempos, deviam ter estranhado isso e provavelmente ficaram se perguntado do por quê de minha atitude...