segunda-feira, dezembro 18, 2006

Uma impressora HP que me sujou

Quem tiver uma HP930C cuidado! Nunca a deixe de lado, de ponta-cabeça ou qualquer outra posição que não a normal, cometi esse engano e minutos depois uma poça de tinta se formou no sofá onde a deixei, e quando reparei, a minha mão já estava "carimbada" de tinta também.

A impressora em questão já havia sido muito usada. Pensei que a tinta que vazou fosse do cartucho, mas essa possibilidade se revelou estranha, não tinha como tanta tinta saísse de uma vez só em tão pouco tempo, a menos que fosse algum cartucho recarregado com algum furo na parte de cima onde foi feita a recarga, e ela ainda estivesse quase cheia.

Removi os cartuchos para inspecionar e não vi um sinal sequer de tinta que pudesse ter escorrido delas. Aí então eu descobri de onde que veio aquela tinta toda: do reservatório inferior da impressora, onde fica a tinta dos trocentos ciclos de limpeza realizados, como a dita cuja já tem possivelmente uns quatro anos, provavelmente havia muita tinta lá. Até hoje eu só conheço Epson por dentro, onde há um feltro grande na base para essa função, no caso era uma Stylus Color II, que desmontei destruindo, pois já estava sem conserto mesmo.

Depois da sujeirama toda, de muitos papéis toalha, piso sujo, jornal, fiquei com a mão tingida de uma cor verde-escura por uns dois dias. Ainda bem que o sofá onde vazou era de couro natural e não chegou a ficar manchado. A impressora? Já limpei por fora, só não sei como está por dentro.

Disso tudo só fica uma pergunta: será que minha HP840C, tão velha como essa 930C vazaria tinta se eu virar de lado?

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Fatos distantes mas nem tanto


  • Absolvição de deputados e senadores acusados de quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética;

  • Aumento arbitrário dos salários do Judiciário em tramitação começará no CNJ e terminará nos tribunais perto de casa e aposentados da categoria;

  • Incúria da administração federal que levou a crise áerea;

  • Juros abusivos;

  • A Proposta da Súmula Vinculante no âmbito judiciário. Uma idéia polêmica que pretende encurtar os processos que entretanto pode restringir novas abordagens criminais e engessar outras;

  • A Compra da Tim pela Claro;

  • Entrada da Telefónica no mercado de DTH ("Direct To Home" - 'TV por satélite');

  • A volta de propostas de Novas Usinas Nucleares e retomada de Angra 3 conseqüências de uma possível nova crise de energia até 2010 nos moldes do que ocorreu em 2001/2002;


Chega! Arf!

sábado, dezembro 09, 2006

Coca light com Mentos

Já faz alguns meses que eu tinha ouvido falar disso, mas nunca fui testá-la pessoalmente ou vê-la com meus próprios olhos. Quem já conhece e viu um vídeo a respeito certamente já sabe do que falo.

Hoje num posto de gasolina eu fui na lojinha para comprar alguma coisa para comer, aproveitei o Mentos lá facinho e apanhei um com dez balas. Já com a intenção de fazer um teste experimental. Chegando em casa, tinha Pepsi para beber, coloquei no meu copo e bom taquei duas balas, vi uma reação pobre e sem muita emoçã, nem pulou fora. Fiquei um pouco desapontado.

Durante o jantar vi o que me chamou a atenção: uma Coca light aberta para tomar! Justamente o melhor para a mistura segundo vários relatos disponíveis. Não tinha como testar direto na garrafa pet, já estava aberta e minha família iria me xingar pelo "desperdício". Então resolvi fazer o mesmo teste no copo comum de 200mL. Pensei que fosse ser semelhante à Pepsi, que engano! Transbordou quase 2/3 do copo para fora, sujou a mesa, meus pais levaram um susto, pois eu não disse nada, só o meu sobrinho que aguardava ansiosamente um efeito maluco. E vimos o que acontece. Não imagino em uma garrafa de 2L cheia...

Apesar da infantilidade disso heheh, fiquei rindo por um tempão. Pretendo repetir isso em uma garrafa cheia brevemente hehehe.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Ministros do Supremo Trib assaltados

Assaltos já se tornaram tão triviais no cotidiano brasileiro que nem me atrevo a tecer comentários a respeito pelo simples fato de críticas a respeito contribuírem muito pouco para solucioná-los. Acontecimentos que deveriam gerar indignação e mobilização a ponto de podermos combater geram no seu lugar conformismos e indiferenças, infelizmente, e inclusive de minha parte.

Segundo o que li hoje, noite passada um grupo armado realizou um arrastão na linha vermelha, muito provavelmente com uma barricada na avenida obrigando os automóveis a pararem para entregar pertences e possivelmente alguns de seus carros. Fato que passaria despercebido a menos de duas entre as vítimas, ministros do Supremo.

Foram rendidos e obrigados a saírem do carro e ficarem a pé. Foram resgatados pelos seguranças da escolta que chegou posteriormente, pois haviam se perdido no caminho!

A sorte de ambos foi não terem sido reconhecidos por algum dos criminosos, graças ao desconhecimento da maioria de nossa população de quem são os onze que compõe aquele órgão, idem para o outro, com trinta e três membros, estes sim nem eu conheço. Ambos são os órgãos máximos do sistema judiciário brasileiro.

Se um dos dois ou ambos tivessem sido reconhecidos por algum dos assaltantes, a história teria sido completamente diferente. O assalto provavelmente se transformaria em um sequestro de alta gravidade, e nas mãos de algum criminoso inteligente poderia levar a desdobramentos inimagináveis, como changatens ou mesmo pedir para trocarem com algum criminoso preso, como Beira-Mar ou Marcola. Ou mesmo simplesmente pedir um resgate muito grande.

Desconheço detalhes desse assalto. Não sei se a comitiva utilizava ou não de carros oficiais, se positivo, impressiona-me os assaltantes não terem percebido isso e perguntado quem eram, provavelmente estavam preocupados demais para isso. E outra coisa que me assusta foi a conduta dos seguranças da comitiva, rendendo-se assim tão facilmente, a menos que os automóveis não fossem blindados, o que retiraria a possibilidade de tentativa de fuga deles. Também desconheço o armamento dos criminosos, não deveria ser pouca coisa, deveriam possuir escopetas, não só revólveres.

A escolta parecia ser um "qualquer coisa" e despreparados. Não estavam munidos de equipamentos de rádio-comunicação? Não estavam treinados para uma ocasião dessas, e portanto não souberam o que fazer? Ou pior, não tinham armamento para enfrentar isso e nem carro blindado. Como meu 'post' anterior só vou poder fazer hipóteses sem comprovação. E mesmo que parte delas fosse realmente o que ocorreu, dificilmente admitiriam isso. Sorte, muita sorte aqueles dois não terem sido reconhecidos.

Apesar desse evento trazer um véu de esperança de alguma mudança no nível de criminalidade modificando alguma coisa, por eles mesmo terem sido vítimas, pouco provavelmente resultará em algum resultado concreto no combate do crime. E infelizmente, reina o conformismo e inação.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Cupim de novo

Mais uma vez os cupins atacaram meu quarto. Quando eu e meu irmão percebemos seus indícios de infestação um estrago razoável já estava em curso.

Há um tempo já percebia o tic tic tic característico de sua presença. Entretanto eu nada fiz, imaginei que fosse do forro do meu quarto, mas na realidade estavam reinsfestando a estante de livros ( que é embutida e claro, de madeira ). Perdi várias revistas e alguns livros.

Fiz a limpeza, joguei o material estragado no lixo ( alguns foram salvos, entretanto a maioria onde já haviam destruído parte onde está escrito resolvi desistir de manter).

Larguei a estante vazia alguns dias sem usar veneno ( eu matei a maioria que permaneceu na estante com simples esmagamento com luvas) e os malditos voltaram rapidinho e já estavam montando seus túneis no canto dela. Incrível como são rápidos.

Resolvi mudar um pouco minha abordagem e partir para um estudo de cupins. Peguei alguns que ainda estavam vivos entre os livros estragados e eu os prendi em um copinho plástico com furos para entrada de ar. E coloquei uma folha de papel na base para ver se "comiam". Percebi uma certa desorientação deles, uma vez que provavelmente não conseguiam mais encontrar o "caminho de ferormônio" que deixam por onde passam. E por estranho que fossem, começaram a morrer mais rápido do que imaginei.

Estranhei a rapidez da morte deles, pesquisei um pouco num site bom sobre cupins e lá descrevia que se os cupins não estiverem em um ambiente com razoável taxa de umidade e calor, morrem. Por isso os túneis e cupinzeiros para criarem um tipo de clausura onde possam viver e trabalhar sem perder a umidade. Para um inseto tão resistente a vários inseticidas possuem uma fragilidade que jamais imaginei que tivessem. Dos vários inseticidas que utilizei nas primeiras infestações, só os mais fortes os matavam e os específicos para cupins.

Uma vez encontrei tanto cupim, mas tanto cupim, que eu não estava afim de usar o veneno de cupim, resolvi matá-los com uso de vapor d'água mesmo. Como não tenho vaporetto, fiz um tabajara, peguei a panela de pressão e anexei na sua saída um tubo resistente flexível para direcionar o vapor. Matava rapidinho. Eu já me queimei muito feio parte da minha mão com vapor de água, não se deve menosprezá-lo, são cerca de 600-700 cal/g transferidos durante a condensação, muita coisa. Claro que os cupins não aguentariam.

Precisava averiguar um local onde eu ouvia o tictic deles, no forro. Para aproveitar uma goteira que aparece em dias de forte chuva, como a que aconteceu nesses últimos dias, resolvi retirar parte das ripas do forro para inspecionar e vi alguns túneis de cupim por lá escondidos.

Cupim de solo é uma desgraça mesmo.

sábado, dezembro 02, 2006

Uma Suposta Impressão

Peguei o metrô uns dias atrás e vi uma mãe com dois filhos pequenos, um no colo e uma que segurava sua mão. Tal qual eu tinham olhos puxados.

Carregava o bebê de colo na parte da frente do corpo com aqueles como posso definir? Hum, bom, na falta de um substantivo melhor designarei de "porta-nenês" feita de pano na parte da frente do corpo. Muito atípicos por aqui no Brasil, mas comuns no Japão e outros países.

Eu fitava com certa insistência para a menininha, e ela respondia olhando para mim, fiz repetidamente. Ela tinha uma semblante bronzeada semelhante a da mãe, embora essa tivesse um rosto palidamente branco, ambos possuíam a aparência incomum de descendentes orientais por aqui, mesmo que esse tipo de julgamento possa ser falho em vários aspectos, tratava-se meramente de uma impressão fugaz e rápido que resvalou na minha mente. Imaginei então: "será que são estrangeiros?".

A impressão se confirmou quando a menina conversou com a mãe: ela falou tudo em japonês. Ela deveria ter cerca de quatro anos. Uma raridade se forem brasileiros, como muitas exceções, posso ter encontrado uma, mas pouco provável de sê-lo.

Poderia ser uma brasileira que foi para lá e voltou para cá, mas assim mesmo dificilmente teria uma filha naquela idade falando japonês. Poderia ser provável nos meus tempos de infância, uma vez que eu praticamente só conversava nessa língua até meus sete anos com minha família. Ou há uma outra possibilidade, deles serem de alguma família que preserve a cultura japonesa a todo custo. Quem sabe? Não perguntei para saber, fiquei restrito só na esfera de possibilidades sem comprovação.

Tal como tantas outras impressões da vida, foi uma suposição sem a comprovação. Uma dúvida que ficará enterrado ou martelando na mente, escolha que depende muito de nossa persistência e das amarras que fazem conosco. O ocorrido acima certamente ficará enterrado, descrito aqui, lembrarei-me dela entretanto não o suficiente para remoer a alma, tal qual tantas outras dúvidas que permeiam nossas vidas, que ficaram presas no passado. Alguns cuja a resposta talvez esteja ao alcance, já outros certamente a possibilidade deixou de existir. Claro que mudanças ocorrem, principalmente quando relacionados a outrem e que esteja por aqui, embora distante. O difícil é quando o fato em questão deixou de existir ou está distante demais de nossos braços.