domingo, abril 29, 2007

Falta de Tempo

Hoje sofro da falta de tempo, estou trabalhando agora em uma empresa fixa, um banco, com horários fixos. Não tenho mais tempo para muita coisa que dispunha antigamente, quando viva de conserto de hardware e instalações de redes.

O local onde trabalho fica um pouco distante de casa, graças ao bilhete único daqui de São Paulo, posso trocar de ônibus até três vezes até chegar ao destino pagando apenas uma passagem.Eu "viajo" do bairro da Saúde até o Terminal João Dias, do lado de Santo Amaro mas do outro lado do Rio Pinheiros. Que de pinheiro só tem o nome porque nunca vi essa árvore nas beiradas, talvez antigamente, nem sei quando nomearam assim. Deviam mudar o nome para Rio Preto ou Rio Negro ou melhor Rio Esgoto.

Pego um ônibus até a Santa Cruz, outro até a Vereador José Diniz ou se eu tiver sorte o Terminal Capelinha(que vive lotado) que vai até João Dias, e dali outro até o trabalho, cerca de 400m. A volta é a mesma coisa. Além das 9h no trabalho, gasto de 3 a 4h de transporte.

No trabalho já fiz várias amizades novas, pessoas quem gosto bastante hoje, já há um mês de trabalho no próximo dia 2. Porém deixei de ver vários outros amigos do cotidiano que eu tinha antes, não posso mais frequentar cursos e palestras que costumava ir antes. Só ficou o sábado para isso.

O trabalho é bom, ar condicionado durante o dia, desligam de noite por volta das 19:00, obviamente. Fico sentado na frente de um computador quase o tempo todo fazendo análise, correções e etc. Tenho café, leite e chá à vontade, apesar de ser de máquina, não são ruins, só o chá com limão é esquisito.

Antes desse trabalho também passava quase o mesmo tempo na frente de um computador ou consertando um. Eu tinha mais liberdade, o que não tenho mais hoje, mas os benefícios compensam. Minha família está mais feliz comigo por ter um emprego relativamente estável.

Os desafios mudaram, preciso estar mais focado nos objetivos, metas, prazos e cobranças da chefia.

terça-feira, março 13, 2007

Impaciência no Onibus e Metrô

Ontem fui em uma localidade distante da cidade onde vivo, São Paulo. Tive que tomar o ônibus e metrô em longos trajetos. E observei um fator relacionado à impaciência que me acometeu: o modo diferente como a enfrentamos em cada caso.

Decerto cada um poderá ter uma observação diferente do que percebi, principalmente os que utilizam de automóvel próprio para sua locomoção. Porém creio que minha impressão possa ser comum com a maioria dos que se valem dos coletivos para o transporte em longas distâncias.

Notei aquilo que pode parecer óbvio para muitos, mas que eu nunca detive a atenção como aconteceu comigo hoje. Os aborrecimentos em geral dentro de um ônibus são muito melhor tolerados comparados com o metrô. Claro, o primeiro sofre de muito mais adversidades pelo caminho que o segundo. Sabendo disso, admitimos uma diferenciação para cada um. Incluindo-se também casos que possam gerar pânico, muito mais acentuado no metrô especialmente nos trechos em que trafegam em subsolo, e em via elevada, em grau menor. A previsibilidade do metrô nos incute uma certa segurança que nos faz inflexíveis uma vez nele.

Eu poderia fazer uma extrapolação das mais diferentes formas e aspectos do que estou escrevo. Um exemplo? Nosso comportamento dentro de um avião onde sabemos que estaremos confinados e limitados. Outro? Submarino! Elevador parado! Cada um pode elaborar um comparativo que queira, sem fim.

domingo, fevereiro 25, 2007

Um filhote na porta de casa

Essa noite eu e meus pais assistíamos um filme no início da madrugada com uma hora adicional do horário de verão quando ouvimos um latido de filhote de cachorro. Imaginamos que viesse da rua, supusemos ser algum perdido ou abandonado. Percebi que o latido vinha logo atrás da porta da sala. Imaginei aquilo que se tornou real: alguém abandonou/largou um filhotinho dentro da casa pela grade.

Ao mesmo tempo em que xingava no vazio a pessoa que largou aqui, eu olhava para o filhote no escuro. Veio então o duro questionamento: pego ou não pego e abandono em outro lugar? Ganhou a primeira opção. A segunda seria por demais dolorida para mim, mesmo sabendo das dificuldades que essa decisão traria existe um fio de esperança, um amigo meu pediu um filhote desde a morte de seu cãozinho há um ano atrás. Vamos ver se ele vai aceitar. Assumi o risco dele optar pelo contrário.

Creio que este filhotinho seja um vira-lata. Poucos abandonariam um de raça. Ela ( é uma fêmea ) tomou um banho com xampu comum, não tive outra opção. Estava com um odor de urina que saiu. Minha mãe esquentou um pouco de leite e ela passou a tomar, reparamos que estava com o abdômen inchadinho, deve ter sido alimentado pelo dono anterior antes do abandono. E a barriguinha dela ficou ainda mais inchado! Pedi para retirar o excesso e deixar um fiozinho de leite para enganar porque na hora que retiramos a tigela com leite, entrou em desespero. Lambeu o resto e ficou satisfeito.

Inicialmente a deixei no banheiro aqui de casa, apaguei a luz e ela dormiu. Fiquei no meu quarto, mas ouvi barulho e voltei, vi que ela ainda estava acordada, peguei e agora está quieta aqui do meu lado.

Vejamos o que o futuro reserva para mim e para ela. Bom para ela, ruim para mim ( em termos ).