domingo, janeiro 17, 2010

Reuniões com parentes distantes

Um tio meu do interior paulista comemorou as bodas de ouro hoje (ontem sábado) aqui em São Paulo, mais por questões de logística dos familiares no aspecto horizontal(meu caso) do que vertical (filhos dele).

Minha tendência natural seria ausentar-me, como o fiz por vários anos. Recusava-me a ir nestes tipos de eventos, faltei em vários casamentos de primos e amigos meus, exceto de meus dois irmãos onde seria notória a falta de respeito. O de um amigo meu próximo, que certamente estará a ler este post, foi por motivos de força maior da qual ele sabe muito bem qual foi.

A minha tendência anti-social sempre existiu em mim, em maior ou menor grau, dependendo muito do meu estado de ânimo e revolta contra a sociedade, embora sempre soubesse que o ser humano é por natureza um ser social. Parecia querer ser um eremita em uma multidão, sempre estive e morei aqui na cidade de SP, já tive idéias de ir a ermo a algum lugar da serra do mar aqui próximo sozinho, mesmo cônscio dos perigos de uma empreitada como essa. Possivelmente como um autodesafio ou mesmo como diria um psicólogo, uma espécie de fuga ou pior, autoflagelação.

Como mudei essa postura minha, fui na Festa de Bodas de Ouro de meus tios, sim relatei meu passado no último parágrafo. Quando fui convidado pela minha prima, filha deles, nem titubeei em aceitar. Pouco antes de sair para ir a caminho da festa lembrei-me que em outros tempos eu teria ausentado novamente.

A festa fui muito legal, revi vários parentes que não via há anos atrás. Engraçado muitos de nós contando os anos que não nos víamos. E claro, eu comi até não aguentar.

Assusta-me como com os anos vemos pessoalmente com cada vez menos frequência os primos de outras localidades. Cada um vai formando sua famílias e limitamos a esfera de contatos próximos, meu caso em especial a familia do lado de meu pai, bem numerosa, onde suponho que eu tenha acima de uma centena de primos onde os eventos em que reúnam todos se tornam cada vez mais escassas com o falecimento do elo em comum, os parentes mais idosos.

Com a redução do crescimento vegetativo e consequentemente famílias menores, a aproximação com primos mais distantes possa ser facilitado e estimulado. Mas isso depente muito de iniciativas e/ou "agitadores". Há também um outro aspecto, acrescentar outros círculos que acrescentem ou substituam: frequentar igrejas, o Rotary Club, associações de interesse comum. Embora eu considere que formem laços muitas vezes frágeis, ligadas à participação nelas, onde o interesse abnegado seja raro.

Muito de minha rebeldia tem ligação com o fato de ser descendente de orientais e pelo desejo algo inconsciente de querer negar isso, principalmente culturalmente, possivelmente ligado a traumas no aprendizado de Português de quando entrei na escola. E hoje mal falo japonês.

sábado, janeiro 16, 2010

Voltando a escrever após insistências

Testando post.

Será que esse post aparecerá?