terça-feira, fevereiro 22, 2011

Coletivos e Pessoas

Uma perplexidade permeia meu cotidiano, típica de cidade grande como São Paulo. Todo dia de trabalho utilizo-me do transporte coletivo para chegar ao meu trabalho, isso já tem dois anos e meio aproximadamente. A facilidade do bilhete único permite que eu troque até três vezes de ônibus durante o trajeto pagando a mesma tarifa, hoje a abusivos R$3,00.


Se eu fosse ceder a discussões iria entrar no tema do custo do transporte público supracitado. Tema paralelo que pouco tem a ver com minha perplexidade ( apesar de gerar outra perplexidade). Bom, é relativo às pessoas que vejo durante o trajeto. O ponto inicial que tomo, sempre o mesmo, comecei a reparar na frequência de um ou outro que já vi antes, mesmo a horários diversos, mas a maioria das pessoas que vejo todo dia parece-me que misteriosamente nunca mais volto a vê-los novamente. Claro que reparo isso muito mais nas mulheres do que nos homens.


Isso faz imaginar nos momentos de ócio mental durante esse trajeto, quando não estou lendo algum livro ou o jornal Valor Econômico ou a revista Carta Capital num modelo matemático que explicasse esse fenômeno. Algum estudo estatístico que explicasse o por quê da baixa frequência com que percebo as mesmas pessoas e que por paradoxo explicasse como encontro as pessoas do trabalho com uma frequência mais alta do que o acaso durante esse mesmo trajeto, durante as baldeações.