quarta-feira, janeiro 04, 2017

A Capa da Revista Semanal Brasileira

Surpreso fiquei ao retirar a revista semanal muito popular aqui, não a gosto muito pela parcialidade característica de suas reportagens, folheio com extrema desconfiança. E essa semana sua capa mostra a esposa do presidente de nosso país de perfil.

Minha tendência me faria fazer uma busca de comentários a respeito antes de escrever essas poucas palavras, que com certeza já existem. A falar bem ou mal, como sempre ocorrem. Não me lancei a esse expediente, escrevo aqui com a mente crua destituída de julgamentos, críticas e análises de outrem. Tão somente escrevo meus, claro que existirão pensamentos comuns e coincidências que muitos possam atribuir à negação da afirmação anterior.

Essa capa seria uma maquinação de uma busca de apoio, simpatia popular que ele, nosso presidente não tem? É uma tentativa de trazer o efeito Eva Perón por aqui? Longe de fazer juízos de semelhança com nosso país vizinho, só um pensamento que apareceu.

A administração política nacional atual aparenta falta de resultados, afinal difícil é desfazer ou arrumar a casa que foi conturbada por desmandos de mais de uma década em apenas meio ano. Quero que ela funcione, que conserte, não podemos desejar o contrário, por mais que muitos grupos almejem isso.

À semelhança dos outros dois líderes que tivemos, falta ao nosso administrador-mor atual a experiência de governador, de alcaide de alguma grande cidade heterogênea e ter tido bons resultados nesses, ou até mesmo como administrador de grande empresa. Isso incute vícios, não nego. Mas lidar com grupos heterogêneos é importante. O nosso presidente atual até tem experiência nisso, mas a nível de congresso, no legislativo, não como executor. E o poder legislativo não parece ajudar muito, muito afeito ao quid-pro-quo.

O barbudo que esteve lá anteriormente foi líder de sindicato, um bem heterogêneo até. O que esteve antes dele, um normalmente referido com três letras consoantes também inclui nesse rol, líder foi do partido dele mas nunca foi prefeito, governador ou diretor de empresa.

A cada tempo sempre quis que cada um dos governantes funcionassem bem, com meu agrado ou não. Dos quatro últimos faltarem com as características supramencionadas pelo menos o barbudo aparentava simpatia, o "três letras" assemelhava um falastrão, bom de conversa, mas um duas caras. Os dois últimos são muito recentes para juízos de valor. Até poderia emitir...

O quinto anterior, um que ficou dois anos, o primeiro eleito pelo voto, que ganhou do barbudo na época, foi governador de um estado, mas mesmo assim, no alto de sua prepotência perdeu todo apoio, parlamentar e popular, e acabou por cair.

Não há características ou formação que façam um bom governante, claro a ética é essencial, o respeito e bom relancionamento com os outros dois poderes, e os ministros.

Parece que estamos fadados a uma situação de distopia moderada, com a situação a melhorar e a definhar ao sabor de contexto mundial, e para piorar a desonestidade a sabotar os nossos destinos quando os ventos estão a favor.

Nenhum comentário: