sexta-feira, janeiro 13, 2017

Goebbelianismo Político Brasileiro

Joseph Goebbels, notável marqueteiro do terceiro Reich que aplicou na prática antes da difusão desse qualificante adjetivo comum atualmente no começo do século 20 na Alemanha. Ele foi o precursor? Não posso afirmar com certeza, afinal acredito que engenharia social, aqui coletivo provavelmente existe há muito mais tempo. Mas as dimensões de alcance de massas e o fanatismo gerado provavelmente um dos precursores, ajudado pela radiodifusão e imprensa.

O verbo pode ser usado nos dois lados do maniqueísmo, conforme a conveniência dos envolvidos. Normalmente um vendedor usa dessa ferramenta para vender um produto encalhado ou de venda difícil ou mesmo aplicar um preço irreal a incautos. Uso da lábia, convencimento, agrado, tapinha nas costas, o olhar. O produto pode ser bom ou ruim, não importa para ele. É preciso vender, receber as verdinhas e passar a mercadoria para frente, com o máximo do primeiro e o mínimo do segundo. E o comprador por sua vez quer o inverso, o mínimo e o máximo respectivamente.

Nosso ex-governante barbudo repisou esses dias como a salvação, o remissor brasileiro. A usar de goebbelianismo na tribuna, na platéia. Acossado pelo sistema judiciário e pela queda e desunião de seu partido, sabe que por aclamação popular ou mesmo como um "herói" brasileiro desfaria essa trágica tendência se nada for feito, a tornar-se intocável novamente. Ele é vendedor de si próprio, da imagem, quer o máximo de verdinhas e o mínimo do produto entregar, por melhor que as intenções quanto ao último.

Os governos, da mesma maneira usam-se de goebbelianismo para iludir, em contextos ruins de maneira a alavancar o otimismo, a melhoria e o desenvolvimento. Claro deve dizer a realidade e afirmar o empenho quanto às melhorias. Afinal um governo negativista de nada serve, só levaria a piora. Aqui também temos o produto, os serviços do governo: educação, saúde, segurança, etc e a contrapartida, as verdinhas, na forma de coleta de impostos e taxas, as cobranças.

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